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Aécio: em tom de ironia, pré-candidato do PSDB em 2014 considerou “um enorme fracasso” o resultado do leilão: apenas um grupo fez oferta.

PT privatiza o petróleo

Privatização: Aécio dá boas vindas ao PTAécio Neves . Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Fonte: O Globo

Aécio: ‘PT entrou no mundo da privatização’

Eduardo Campos critica resultado: ‘É de fato uma exploração privada, não adianta usar sofismas’

Pré-candidato à presidência da República, o presidente do PSDB e senador Aécio Neves (MG) criticou ontem o resultado do leilão do campo de Libra e o modelo de partilha adotado pelo governo Dilma Rousseff; e apontou supostas ingerências políticas na Petrobras. Em tom de ironia, o tucano ainda saudou a entrada da presidente Dilma e dos petistas no “mundo das privatizações“.

– Devo hoje dar as boas vindas à presidente da República ao mundo das privatizações, agora no setor do petróleo. E talvez não seria favor algum o governo do PT poder orgulhar-se de dizer que fez a maior privatização de toda a história brasileira, mas o fez com enorme atraso, que custou muito caro ao Brasil – disse Aécio, em discurso na tribuna do Senado. O pré-candidato do PSDB considerou “um enorme fracasso” o resultado do leilão, já que apenas um grupo fez oferta:

– Acredito que o governo comemorou, com o ufanismo de sempre, um enorme fracasso. Ao responder ao líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), que havia dito que o próximo leilão ocorrerá sob o comando de um novo governo, Aécio criticou supostas ingerências políticas na Petrobras:

– O que eu posso dizer é que, num governo do partido de Vossa Excelência, a Petrobras será novamente privilegiada pela meritocracia no seu comando. Não se subordinará a interesses circunstanciais de governo e nem entrará nessa disputa ideológica que tanto mal vem fazendo ao país. Nós precisamos reestatizar a Petrobras, entregar novamente a Petrobras aos brasileiros. Aécio defendeu o modelo de concessões:

– No modelo de concessões, e me refiro apenas em relação à 11ª rodada, agora, feita em maio, sobre o bônus de assinatura, o ágio superou 620%. O líder do DEM, senador José Agripino (RN), também mostrou preocupação com a capacidade da Petrobras de arcar com os investimentos para a exploração do pré-sal:

– Nós queremos é que o Brasil dê certo, mas, do jeito que vai, não vai dar certo. O único governista a fazer um contraponto ao discurso de Aécio foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele ressaltou o montante que será pago pela exploração do campo de Libra e os investimentos que serão feitos em saúde e educação.

– O fato de ter parceria com empresas privadas está longe de ser uma privatização total. Mais tarde, o líder do PT, senador Wellington Dias (PI), ocupou a tribuna do Senado para rebater o pré-candidato do PSDB. Ele defendeu o modelo de partilha, criticou o processo de privatizações do governo Fernando Henrique e afirmou que a Petrobras é uma empresa “sólida”:

-Nessa nova modelagem 85% de toda a renda é do Brasil.

Em Teresina, o governador de Pernambuco e possível candidato do PSB à Presidência da RepúblicaEduardo Campos, afirmou que o leilão de Libra foi uma privatização. Em pronunciamento ontem na TV, a presidente Dilma afirmara que o leilão não foi uma privatização.

– Não houve um ágio, não cresceu o preço. É de fato uma exploração privada, não adianta sar sofismas. O modelo permitiu que a exploração possa ser feita por empresas privadas – disse Campos.

PARA LULA, UM ‘GRANDE SALTO NO GOVERNO’

governador de Pernambuco criticou também a ausência de um plano de contingência para riscos ambientais. A mesma crítica foi feita pela ex-senadora Marina Silva, também possível candidata à presidência pelo PSB, que esteve ontem em Cascavel, no Paraná. Segundo Marina, isso pode ter frustrado o interesse de grandes empresas

– As empresas precisavam saber dos requerimentos ambientais necessários para efetuar as operações. Caso haja um desastre ambiental, como o que aconteceu recentemente no Golfo do México, como elas iriam agir? Ela também criticou a falta de disputa no leilão.

– Esse leilão era considerado o mais promissor do ponto de vista econômico pelo governo, mas no entanto só tev o comparecimento de um grupo interessado. Em entrevista a jornalistas portugueses em Lisboa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o leilão de Libra foi um grande salto do governo brasileiro, destacando que o dinheiro da exploração da área será investido na educação e na saúdeLulaafirmou ainda que algumas pessoas não reconhecem a importância do leilão “por estarmos entrando em ano eleitoral”.

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Aécio: num discurso contundente no plenário, Aécio Neves classificou o leilão como a maior “privatização da história brasileira.”

PT privatiza o Petróleo

Fonte: O Estado de S.Paulo

‘Foi a maior privatização da história’, diz Aécio

Para pré-candidato do PSDB, sem ágio, leilão de Libra foi um ‘enorme fracasso’ 

Os pré-candidatos do PSB e do PSDB à Presidência da República criticaram nesta terça-feira a falta de concorrência de grupos empresariais em participar do leilão de exploração do campo de pré-sal de Libra, na Bacia de Santos, realizado segunda-feira pelo lance mínimo previsto no edital. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) classificou a licitação de “enorme fracasso”. Já o governador de PernambucoEduardo Campos, disse que a falta de disputa não foi boa para o País.

Num discurso contundente no plenário do SenadoAécio Neves classificou o leilão como a maior “privatização da história brasileira” realizada pelo governo federal. O tucano criticou o “extremo ufanismo” de o Executivo ter comemorado o resultado de uma concorrência que teve apenas um consórcio participante e não teve nem sequer ágio dos participantes. Ele também disse que o País está perdendo oportunidades no setor por causa da má condução do governo na área, que, na sua opinião, tem sido alvo de ingerência política na Petrobrás.

Numa ironia, o senador do PSDB considerou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, como o “grande vencedor do leilão“. Isso porque os R$ 15 bilhões em bônus do consórcio que arrematou a área vão servir para o governo bancar o superávit primário. “A Petrobrás paga o preço pela má condução da política econômica que levou ao recrudescimento da inflação. Obviamente, a partir de uma ação do governo junto àPetrobrás por conta do controle do preço da gasolina, a empresa perde valor de mercado, perde competitividade.” Ele acrescentou que a empresa é “sangrada pela necessidade de fazer investimentos para os quais ela não se preparou ou o governo não deixou que se preparasse”.

“O petróleo do pré-sal não pode ser vendido a preços aviltados pela falta de concorrência”, atacou Eduardo Campos em Teresina (PI), onde recebeu o título de cidadão piauiense. O socialista defendeu um aperfeiçoamento dos mecanismos de leilão de exploração das áreas do pré-sal para garantir a participação de mais interessados, gerando disputa e melhor preço.

Para o governador pernambucano, “houve pouco debate” no processo do leilão. Campos destacou também que, embora seja importante a destinação a longo prazo dos recursos do pré-sal para saúde e educação, essas áreas não podem esperar por tal reforço. “A saúde e a educação precisam de medidas imediatas, não podemos sacrificar os jovens de hoje à espera de que o dinheiro do petróleo vá resolver a vida dos jovens do futuro.”

O discurso de Campos foi seguido pelos deputados do PSB na Câmara, que criticaram a falta de concorrentes na disputa por Libra. “Não houve leilão, só há leilão quando há participantes”, ironizou o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS). “Não dá para dizer que foi um sucesso um leilão com um só concorrente”, concordou o deputado Márcio França (PSB-SP), representante da Baixada Santista.

O presidente do diretório paulista do PSDB, deputado Duarte Nogueira, avaliou que a presidente Dilma Rousseff teve “de se explicar de forma constrangida para a população em rede nacional ontem”.

O deputado Ivan Valente (SP), líder do PSOL, usou a tribuna para tachar o leilão de privatização. “O que foi feito ontem foi um crime contra a soberania nacional. É privatização sim, e é a maior de todas, maior que a da Telebrás e da Vale.”

No início da noite, o líder do PT na Câmara, José Guimarães, saiu em defesa do governo no plenário. “Não vamos permitir nenhuma privatização.” Ele rebateu as críticas da oposição de que as chinesas CNOOC e CNPC usariam a Petrobrás como laranja. “Não há a menor possibilidade de a Petrobrás ser laranja de qualquer empresa.”

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