Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘governo de Minas’

Aécio: “Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não era mais governador do Estado.”

Aécio sobre o aeroporto de Cláudio: “reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio Neves: A verdade sobre o aeroporto

Nasci no ambiente da política e vivi nele toda a minha vida. Sei que todo homem público tem uma obrigação e um direito: a obrigação de responder a todo e qualquer questionamento, especialmente os que partem da imprensa. E o direito de se esforçar para que seus esclarecimentos possam ser conhecidos.

Nos últimos dias, fui questionado sobre a construção de um aeroporto na cidade de Cláudio, em Minas Gerais. Como o Ministério Público Estadual atestou e a Folha registrou em editorial, não há qualquer irregularidade na obra. Mas surgiram questionamentos éticos, uma vez que minha família tem fazenda na cidade. Quero responder a essas questões.

A pista de pouso em Cláudio existe há 30 anos e vem sendo usada por moradores e empresários da região. Com as obras, o governo de Minas Gerais transformou uma pista precária em um aeródromo público. Para uso de todos.

As acusações de benefício à minha família foram esclarecidas uma a uma. Primeiro, se disse que o aeroporto teria sido construído na fazenda de um tio-avô meu. A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada. Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.

Finalmente, se disse que a desapropriação poderia ser um bom negócio para o antigo proprietário, porque lhe permitiria usar o dinheiro da indenização para arcar com os custos de uma ação civil pública a que responde. Não é verdade. O dinheiro da indenização está bloqueado pela Justiça e serve como garantia ao Estado de pagamento da dívida, caso o antigo proprietário seja condenado. Se não houvesse a desapropriação, a área iria a leilão. Se fosse um bom negócio para ele, não estaria lutando na Justiça contra o Estado.

Sempre tomei cuidado em não misturar assuntos de governo e questões pessoais. Durante meu governo, asfaltamos 5.000 quilômetros de estradas, ligando mais de 200 cidades. Apesar desse esforço, deixei sem asfalto uma estrada, no município de Montezuma, que liga a cidade ao Estado da Bahia e passa em frente à fazenda que meu pai possuía, há décadas, na região. Avaliei que isso poderia ser explorado. Foi a decisão correta. De fato, na semana passada, fui acusado de construir um aeroporto em Montezuma. A pista, municipal, existe desde a década de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300 mil, inseridas em um contexto de ações para a região. Pelo que me lembro, pousei lá uma vez.

No caso de Cláudio, cometi o erro de ver a obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância.

Tenho sido perguntado se usei o aeroporto de Cláudio, como se essa fosse a questão central. Priorizei até aqui os esclarecimentos sobre o que me parecia fundamental: a acusação de ter cometido uma ilegalidade à frente do governo de Minas. Hoje, me parece que isso está esclarecido. Não tenho nada a esconder. Usei essa pista algumas vezes ao longo dos últimos 30 anos, especialmente na minha juventude, quando ela ainda era de terra.

Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não era mais governador do Estado. Viajei em aeronaves de familiares, no caso da família do empresário Gilberto Faria, com quem minha mãe foi casada por 25 anos.

Refletindo sobre acertos e erros, reconheço que não ter buscado a informação sobre o estágio do processo de homologação do aeródromo foi um equívoco. Mas reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.

AÉCIO NEVES54, é senador e candidato à Presidência da República pelo PSDB. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010

Anúncios

Read Full Post »

Choque de Gestão: governador de MG reduz secretarias, corta cargos comissionados e promove reforma administrativa para economizar R$ 1 bi.

Gestão Eficiente em Minas

Fonte: Folha de S.Paulo

Minas quer cortar R$ 1 bi em custeio para investir

Total de secretarias do governo de Antonio Anastasia cai de 23 para 17

Deve haver redução de 2.000 cargos comissionados no Estado, de acordo com o anunciado pelo tucano

Em aperto financeiro, o governo mineiro de Antonio Anastasia (PSDB) coloca em ação a partir de hoje a segunda parte da já anunciada reforma administrativa que pretende economizar R$ 1 bilhão para o Estado ter recursos destinados a investimentos no ano eleitoral que se inicia.

Foram publicadas no “Diário Oficial” do Estado do último dia de 2013 as extinções e fusões de secretarias e órgãos públicos. As secretarias foram reduzidas de 23 para 17.

Essas mudanças vão significar cortes de aproximadamente 2.000 cargos comissionados e eliminarão gastos com o custeio, conforme anunciado ainda em agosto pelo governador tucano.

Algumas medidas vêm sendo adotadas desde agosto, resultando em economia de R$ 142 milhões, segundo o governo mineiro. A meta é economizar mais R$ 1 bilhão.

Com essa economia, o Estado espera ter mais recursos para investir. O aperto financeiro em 2013 não possibilitará ao Executivo cumprir a dotação orçamentária de R$ 15 bilhões de investimentos.

Até outubro, o valor investido pelo Estado foi R$ 8,7 bilhões (58%).

Recentemente, o secretário da Fazenda de Minas, Leonardo Colombini, ao fazer um balanço do ano, disse que os investimentos do Estado estão pressionados pelo crescimento da dívida com a União e pela redução dos repasses federais provenientes de desonerações fiscais.

A queda dos repasses federais vai girar em torno de R$ 1,5 bilhão, segundo ele.

Mais de um terço dessa perda será por causa da redução da tarifa de energia elétrica na conta de luz.

Além disso, estima-se que a queda do FPE (Fundo de Participação dos Estados) deve somar um total de R$ 350 milhões.

Read Full Post »

Choque de Gestão: No Brasil, o Bird reconhece que dos 27 estados, Minas Gerais é o mais fácil para abrir empresas.

Choque de Gestão foco na cidadania

Fonte: Diário do Comercio

Modelo de gestão é diferencial de Minas

Herdeiro de uma tradição familiar ligada ao magistério e ao funcionalismo público, o advogado e professor de direito administrativo, Antonio Augusto Junho Anastasia assumiu o governo de Minas Gerais em março de 2010, quando o então governador Aécio Neves renunciou ao cargo para concorrer ao Senado. No mesmo ano, foi reeleito e deu continuidade à consolidação de um modelo de gestão meritocrática e responsável.

Em entrevista ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, Anastasia fala sobre os atrativos do Estado, os desafios, a necessidade de um novo pacto federativo e sobre a possibilidade de se candidatar ao Senado, o que, segundo ele, ainda será discutido e só será decidido em março de 2014.

O senhor considera o modelo de gestão e governança de Minas Gerais, desde o “Choque de Gestão” e que vem ganhando a cara de um modelo voltado para a cidadania, um dos diferenciais  do Estado para atrair investimentos?

Sim. É um diferencial e quem diz isso não sou eu, são os próprios empresários, o Bird (Banco Mundial) e as agências internacionais, que têm apontado Minas como um Estado preferencial para investimento. Conseguimos diminuir a burocracia para abrir empresas em razão do esforço desde o “Choque de Gestão”. O próprio Bird reconhece que, hoje, dos 27 estados, o mais fácil para abrir empresas éMinas Gerais. É claro que este processo de confiança e de melhor governança nos dá um atrativo a mais. Isso nem sempre é decisivo, mas é um elemento a nosso favor.

Em meados deste ano, o senhor promoveu uma espécie de reforma administrativa,
enxugando gastos com a máquina pública. O que o senhor pode falar sobre isso?

No meio ano, percebemos que a receita não estava com a trajetória de crescimento que gostaríamos. Por cautela e sabendo que 2014 será um ano que não poderemos deixar nenhuma conta descoberta, fazendo tudo dentro Lei de Responsabilidade Fiscal e do nosso compromisso, adotamos medidas administrativas de enxugamento da máquina. Apresentamos à Assembleia um conjunto de medidas, que deve ser aprovado esta semana e entrar em vigor em 1º de janeiro, de redução do número de secretarias e de cargos da alta administração. Desde setembro iniciamos um processo de diminuição de cargos de comissão e cortes de viagens, automóveis e de consultorias , que devem promover, junto com as medidas legislativas, uma economia de cerca de R$ 1 bilhão até o final de 2014.

Um aspecto perceptível no seu governo é a descentralização administrativa e econômica, o que acaba promovendo a interiorização do desenvolvimento e atraindo investimentos para o interior. Essa é uma premissa do seu governo?

É uma pergunta que envolve talvez o maior problema de Minas Gerais, que é a questão da desigualdade regional. Temos que estimular e fomentar a descentralização dos investimentos. Do contrário vamos ter uma região Centro-Sul muito rica e um Grande Norte pouco desenvolvido, o que atrapalha as médias do Estado. Fizemos um trabalho de planejamento e de investimento na infraestrutura da região Norte, dando atrativos para que as empresa possam optar em ir pra lá. Queremos mais, mas já há um caminho de descentralização, onde temos duas âncoras em Montes Claros que vão ajudar, a Alpargatas e a CNH (Case New Holland). Além disso, sempre estudamos investimentos nos vales do Mucuri e Rio Doce, que são regiões que precisam ser reanimadas.

Essa é uma região onde existe a presença do gás natural, na bacia do Rio São Francisco, e também é considerada a nova fronteira minerária do Estado. O que falta para desenvolver a região do ponto de vista da logística?

É uma região grande geograficamente e distante dos grandes centros. A ferrovia que está sendo cogitada é a concessão do ramal de Montes Claros a Salvador, que faz parte do pacote de concessões do governo federal. Se ela for concedida e reaparelhada, irá permitir uma nova forma de escoamento. No caso do minério, é uma questão que envolve ferrovia ou mineroduto. Eu sempre prefiro a ferrovia, que serve não só o para o minério, mas é um investimento muito maior. Como o minério da região não é de qualidade tão alta quanto o do Quadrilátero Ferrífero, isso poderia inviabilizar o projeto e nós temos que estimular.

Muito se tem falado em nova economia, geração de empregos de qualidade e indústria da defesa e de base tecnológica. Isso ganhou muita ênfase no Estado nos últimos anos. Como Minas trabalha esses assuntos?

O grande desafio do Estado é a desigualdade regional e há um segundo, que é agregar valor aos nossos produtos. Temos orgulho de ter uma imensa produção mineral e toda a cadeia do minério de ferro, com a mineraçãosiderurgia e produtos finais, como automóveis, helicópteros, blindados, eletrodomésticos e locomotivas. Mas precisamos agregar mais valor e, por isso, a nova economia, com empregos que focalizam o conhecimento. A tentativa é de fixar em algumas áreas como a de defesa, aeroportuária, microeletrônica, através não só do Sul de Minas, mas da vinda da SIX, que será uma empresa âncora para isso, e ao mesmo tempo da ciência da saúde. A Biomm é um exemplo.

O Sr. citou a fábrica de semicondutores da SIX, em Ribeirão das Neves. Com a situação do grupo EBX, existe algum risco ao investimento ou pode acontecer alguma mudança na composição acionária?

Risco ao investimento não. Eventualmente pode haver alguma modificação, mas estamos tranquilos que não teremos prejuízo para o projeto, que é prioritário para MinasBNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais). Estamos atentos.

 A inclusão de Minas no cenário nacional dos investimentos em infraestrutura, com obras no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, BR-381, metrô e a concessão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH), são intervenções cujos recursos virão do governo federal. Quais obstáculos ainda precisam ser superados para essas obras saírem do papel?

Todas estas obras são de responsabilidade do governo federal. A infraestrutura mineira é dependente da federal. Cobramos ação do governo federal e acredito que há vontade, disposição e recursos, mas, lamentavelmente, o Executivo não tem mostrado agilidade. O caso da BR-381 é talvez o mais emblemático. No caso do Anel Rodoviário e do metrôMinas foi além, se dispondo a fazer a obra porque percebemos que se não colocássemos o Estado para executar essas intervenções, a morosidade poderia ser ainda maior.

Empresas e especialistas alegam que a morosidade e a burocracia dos licenciamentos ambientais é um fator que dificulta e às vezes até inviabiliza investimentos. Como o Estado vê esta questão?

É verdade. Lembro quando começamos o governo Aécio em 2003, quando eu era o coordenador da Comissão de Transição. Em 2002 fui a uma reunião na Fiemg, que era presidida pelo Robson Andrade (hoje presidente da CNI) e ele disse que o maior problema àquela época era a questão ambiental e que tínhamos milhares de processos parados. Fizemos um grande esforço, colocamos em dia, o processo se sofisticou, descentralizamos a ação, mas dentro do critério da sustentabilidade. Ao mesmo tempo, há um ponto do equilíbrio, de forma que o processo não deve ser nem tão rápido para comprometer a análise e nem tão lento para atrapalhar o aporte. Peço sempre muita razoabilidade e celeridade. As licenças são dadas dentro do que a Lei autoriza para não haver prejuízo mais adiante.

O que podemos falar sobre a crise do café? Só este ano, os preços já caíram em torno de 30%.

A presença do café na nossa economia é forte, o que não é ruim porque é uma commodity agrícola democrática, uma vez que não é plantada em grandes propriedades e, sim, em médias e pequenas que se organizam em cooperativas. Quando o café vai bem, não só o PIB cresce, mas toda a economia dessas cidades é irrigada. Quando o café vai mal, essa queda de preço tem efeito imediato. É bom lembrar que dos 853 municípios mineiros, mais de 600 plantam café.

Por outro lado, a safra estadual de soja cresceu e as exportações do grão para a China também. É um novo mercado para ser explorado?

Minas tem todo um potencial agrícola, mas temos uma região de um certo vazio que é um verdadeiro celeiro, o Noroeste. É uma região grande, pouco ocupada, com terra boa e energia. Estou otimista com essa nova fronteira agrícola, temos condições de ser o celeiro do mundo. Estas culturas como a soja, algodão e feijão virão desta região.

Um assunto sempre em pauta é a dívida dos estados com a União. Como estão as negociações no âmbito do Confaz e qual o pleito do Estado?

O primeiro pleito dos 12 estados é a aprovação do projeto que muda o indexador e que já está no Congresso. O governo federal mandou o projeto ao Congresso e agora recuou na sua votação. Isso é importante porque não nos alivia no caixa, mas resolve um problema para o final da dívida, em 2028. Se não for feito nada, ao final dela, os 27 estados ficarão completamente inviabilizados. O segundo ponto é a tentativa de mostrar que a sangria ocasionada pelos juros altos, fruto de uma negociação feita para beneficiar e que ao passar dos anos acabou prejudicando, tem inibido investimentos e prejudicado o próprio país. Há uma polêmica se isso afeta a Lei de Responsabilidade e me parece que não. Sempre defendi a tese que estamos diante de uma modificação das condições, o que em direito se chama rebus sic stantibus, as cláusulas valem se forem as mesmas. Ou teoria da imprevisão, como as cláusulas mudaram sem vontade das partes, o contrato tem que ser renegociado. Do contrário, pagamos de R$ 5,5 bilhões a R$ 6 bilhões por ano com juros que antes eram de 7,5% e hoje chegam a 15% e 16%. Há ainda outra questão que deveria ter sido discutida junta, que é a guerra fiscal. Haverá necessidade de uma grande liderança nacional para que essas questões sejam resolvidas de maneira harmônica.

E a guerra fiscal faz um estrago grande…

O pior estrago é a insegurança jurídica. Temos que estudar uma forma de anistia e resolver a questão daqui pra frente porque a guerra fiscal prejudica as empresas e os estados. Vira uma espécie de leilão. Minas foi muito prejudicada no passado.

Um assunto que vem ganhando cada vez mais força é o pacto federativo. Porque é tão importante para Minas e para os outros estados?

pacto federativo é uma coisa até singela. Significa a restauração da federação no Brasil, que hoje praticamente não existe. A concentração de recursos e poderes na esfera federal vem de muitos anos e tornou a federação brasileira obsoleta e falsa. No momento em que a federação se restabelece através de um processo de descentralização de atividades, competências e recursos, não ficaríamos esperando o governo federal para reformar a BR-381, nós faríamos. O mesmo vale para o Anel Rodoviário, o metrô e questões de meio ambiente e educação. Tudo seria feito pelos estados, como acontece nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Alemanha, que são verdadeiras federações. As pessoas ainda não compreendem quão importante é o tema no dia a dia e alegam que o assunto é abstrato. Até pode ser, mas causa mortes na BR-381 e inibe investimentos na área de segurança pública. É um tema fundamental para recuperação do Brasil.

 Em recente pesquisa realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o senhor foi o governador do Sudeste mais bem avaliado e o quarto do Brasil. Isso de fato te credencia ao Senado, além do apoio de lideranças empresarias. O Sr. vai se candidatar ao senado?

Na realidade, há esta sugestão, mas ainda é cedo. Faço parte de um grupo político capitaneado pelo senador Aécio Neves e composto por diversos partidos e lideranças. Este grupo me indicou como candidato ao governo e fomos eleitos. Agora, é este mesmo grupo que vai definir quem é o candidato à minha sucessão. Eu sou do PSDB e a tendência é que o cabeça de chapa também seja do PSDB. Será que podemos ter dois? De fato não me imponho ou me coloco. É uma questão de conversa.

Mas até onde vai a vontade pessoal e a política?

A vontade pessoal tem sempre um papel importante. Como diz a própria Constituição: “Ninguém é obrigado a nada senão em virtude de lei”. Mas é claro que ao fazer parte de um projeto político quero ver este projeto exitoso e isso significa a eleição do senador Aécio como presidente e do nosso sucessor ao governo de Minas. Se a minha candidatura contribuir para isso, vou discutir com o mesmo grupo. Acaba que muitas vezes não temos a exclusividade desta decisão. Gostaria de concluir o mandado porque ao longo de 2014 teremos grandes entregas e é humano querer acompanhar tudo isso. Isso só será definido em março.

 O Sr. trouxe para a sua gestão a marca da meritocracia, um cara nova ao funcionalismo público, planejamento, corte de custeio da máquina e confiança, premissas que víamos até então na iniciativa privada. Essa é mesmo a marca do seu trabalho?

Na realidade começamos isso lá atrás, com o processo de modernização da gestão. Fomos buscar o que existe de melhor no mundo e no Brasil. Claro que essas práticas já existiam no setor privado e precisavam ser adaptadas e aprimoradas ao setor público. Se alguém me perguntasse o grande legado que deixamos, diria que é a presença de um conjunto de servidores preparados e motivados no seio daadministração estadual. A maioria deles egressos na Fundação João Pinheiro (FJP), ocupando posições de destaque e com a responsabilidade de dar prosseguimento à administração pública.

Read Full Post »

“Do Choque de Gestão à Gestão para a Cidadania”, livro conta trajetória de Aécio e Anastasia na gestão eficiente de Minas.

Choque de Gestão: gestão eficiente em Minas

Fonte: Agência Minas 

Livro detalha processos e registra avanços alcançados por Minas nos dez anos do Choque de Gestão

O crescimento do Produto Interno Bruto de Minas Gerais acima da média nacional, na última década, o salto dos indicadores educacionais do Estado e a queda da taxa de mortalidade infantil no Estado são alguns dos resultados apresentados no livro “Do Choque de Gestão à Gestão para a Cidadania – 10 Anos de Desenvolvimento em Minas Gerais”, publicação lançada pelo governador Antonio Anastasia, nesta quinta-feira (19), no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Em pronunciamento, Anastasia relembrou a implantação do Choque de Gestão e ressaltou a importância de que as administrações públicas tenham gestões eficientes e racionais. “Em 2003, ao mesmo tempo em que se iniciava um procedimento de mudança e modernização do Estado, o modelo teve um fundamento de demonstrar que a gestão é um tema central no dia a dia dos governos. No Brasil, acostumamos, durante muito tempo, a ter muito governo e pouca administração. Mas devemos ter mais administração, mais racionalidade, mais conhecimento técnico, mais carreiras, mais meritocracia para que o governo consiga alcançar os seus resultados de diretrizes governamentais e políticas legítimas, referendadas pelas urnas, mas que precisam de um arcabouço, de uma estrutura administrativa, que é exatamente a gestão”, afirmou Anastasia.

Ao documentar o percurso cumprido pelo Governo do Estado desde 2003, a obra mostra as três fases do modelo: Choque de Gestão (2003 a 2006), Estado para Resultados (2007 a 2010), e Gestão para Cidadania/Estado em Rede (a partir de 2011). Além da consolidação da cultura do planejamento, a publicação destaca as mudanças feitas peloGoverno de Minas na gestão do capital humano, essencial para a modernização gerencial. Isso ocorreu com a valorização de gestores e com a formação de lideranças. De forma inédita no país, a meritocracia ganhou espaço no serviço público estadual.

O livro

A publicação, com 15 capítulos, tem prefácio do governador Anastasia e apresentação do senador Aécio Neves, governador de Minas Gerais quando o Choque de Gestão foi implementado.

A secretária de Estado de Planejamento e GestãoRenata Vilhena, destacou o fato de a publicação servir como um registro da experiência. “É uma trajetória bem sucedida de gestão que teve início em 2003, onde, através de uma série de tecnologias inovadoras de gestão, nós pudemos alcançar indicadores muito importantes para o desenvolvimento de Minas Gerais. Diante disso, nos sentimos na obrigação de compartilhar todo esse conhecimento adquirido”, disse.

O livro também mostra os avanços do Estado de Minas Gerais em diversas áreas, dentre elas, a ampliação dos investimentos públicos do Estado especialmente em áreas consideradas estratégicas, como educação, saúde, defesa social e infraestrutura.

A taxa de mortalidade infantil teve uma queda de 27%, entre 2002 e 2011, passando de 18 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas para 13 óbitos. O índice de crimes violentos teve uma redução de aproximadamente 37%, entre 2003 e 2012, passando de 550 por grupo de cem mil pessoas para 347,7. Além disso, quase todas as cidades mineiras passaram a receber sinal de telefonia celular e acesso por meio de estradas asfaltadas.

A publicação também destaca a implementação de iniciativas complementares ao Choque de Gestão, como o estabelecimento de parcerias com a iniciativa privada (as chamadas PPPs), a integração entre os serviços administrativos do Estado, a implantação da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves e, ainda, o controle informatizado das compras governamentais, o amplo programa de desburocratização e a simplificação de processos administrativos.

Foco nos resultados

O livro aponta que Minas foi o primeiro Estado a tornar obrigatória a frequência de crianças com seis anos na escola. Em função desta e de outras iniciativas, a educação pública do Estado é considerada atualmente uma das melhores do país. Em 2013, alunos da rede mineira sagraram-se, pela sétima vez consecutiva, campeões da Olimpíada Brasileira de Matemática. Além disso, escolas estaduais mineiras estão no topo do ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação.

Na área da saúde, o Governo de Minas investiu na melhoria da rede hospitalar e na descentralização dos serviços de saúde. De acordo com o governo federalMinas possui o melhor sistema de saúde pública do país. Programas como o Mães de Minas, que faz o acompanhamento intensivo de gestantes e recém-nascidos, proporcionaram uma drástica redução no índice de mortalidade de infantil do Estado.

Na área de Defesa Social, o governo também tem avançado no combate à criminalidade. Pelo terceiro ano consecutivo, Minas é o Estado que mais investe em segurança pública no país, proporcionalmente ao orçamento.

Outro ponto abordado são os avanços obtidos na área social por meio de programas como o Travessia, que se diferencia por levar em conta, além da renda, outras variáveis como privações relacionadas à saúde, à educação e ao saneamento básico.

Um mapa de privações feito em cada domicílio – chamado Porta a Porta – permite que as políticas públicas do Governo de Minas sejam desenvolvidas de forma mais eficiente, com busca de soluções estruturais e não assistencialistas, para além de um simples programa de transferência de renda. Em função dessa política social, Minas cumpriu antecipadamente sete dos oito objetivos do Milênio definidos pelas Nações Unidas e propôs novas metas, ainda mais ousadas.

Infraestrutura e atração de investimentos

Entre 2003 e 2012, foram efetivados R$ 163 bilhões em investimentos públicos e privados em todas as regiões mineiras. Nos últimos anos, o Governo do Estado tem concentrado seus esforços para atrair empreendimentos da chamada “Nova Economia”, cujos principais insumos são o conhecimento e alta tecnologia. Entre os exemplos de empresas dessa área estão fábricas de helicópteros, locomotivas, insulina e semicondutores (chips eletrônicos), que já se instalaram ou estão em processo de instalação no Estado.

Devido às inovações gerenciais implantadas, Minas saiu da situação de desequilíbrio fiscal registrado em 2003 para uma sólida condição financeira. Na última década, foi o Estado que mais ganhou participação no PIB nacional. Minas é também o segundo estado em geração de empregos e a Região Metropolitana de Belo Horizonte exibe a menor taxa de desemprego. Além disso, há vários anos, a balança comercial brasileira só alcança superávit graças ao bom desempenho das exportações mineiras.

A solidez financeira é atestada também pela boa avaliação recebida pelo Estado por parte das agências internacionais de risco. Em agosto deste ano, a Standard & Poor’s reafirmou os ratings de crédito em grau de investimento concedidos a Minas inicialmente em 2012.

Em outubro foi a vez Moody’s confirmar o rating do Estado. De acordo com a agência, essa classificação reflete o bom desempenho estadual, além do ambiente operacional estável. Entre os pontos positivos considerados no relatório da Moody’s, destacam-se a crescente e sólida fonte de arrecadação própria e uma base econômica diversificada, a manutenção da tendência dos saldos operacionais brutos e superávit financeiro, além de políticas e práticas de gestão claras.

Terceira fase e reconhecimento internacional

O modelo de gestão está em sua terceira geração, denominada Gestão para a Cidadania. Nesta etapa, iniciada em 2011, o Estado busca a participação da sociedade civil na construção e no acompanhamento das políticas públicas. Por meio do “Estado em Rede”, secretarias estaduais trabalham para acompanhar e efetivar as prioridades definidas em encontros regionais, em parceria com agentes locais.

Uma década depois que começou a ser implantado, o Choque de Gestão é uma referência nacional e até internacional em administração pública. Delegações de diversos municípios, estados, países e organismos internacionais têm visitado o Estado para conhecer de perto as boas práticas que o Governo de Minas tem desenvolvido em várias áreas. Apenas no último ano, a Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais e outras instituições estaduais receberam cerca de 50 missões, alguns delas por indicação do Banco Mundial.

Durante a solenidade, Anastasia agradeceu o empenho dos servidores públicos do Estado para que os resultados demonstrados no livro fossem alcançados. “A publicação é uma iniciativa de todo o corpo funcional do Estado. Todos estão ali retratados. Todos tiveram o seu trabalho e o seu esforço reconhecidos. Os resultados que alcançamos são fruto do trabalho de uma imensa equipe, de alguma centena de milhares de servidores que, em conjunto, nos ajudaram a chegar a esse ponto. Tenho certeza que, daqui a algumas dezenas de anos, quando as pessoas forem estudar o que aconteceu em Minas Gerais nesta época, vão ter esse documento e vão perceber quantos avanços ocorreram de modo extremante inovador, ousado e até mesmo corajoso”, finalizou o governador, lembrando que livro possui as digitais de todos os mineiros.

Também participaram do evento, o vice-governador Alberto Pinto Coelho, o presidente do BDMG, Matheus Cotta, secretários de Estado, o vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros, servidores públicos estaduais, além de lideranças empresarias e políticas.

Read Full Post »

Aécio Neves: Estadão traça perfil do presidente do PSDB, pré-candidato pelo partido às eleições presidencial em 2014

Biografia de Aécio

Fonte: Estadão 

Perfil Aécio Neves: ‘Minha felicidade incomoda alguns’

Na futura campanha presidencial, fama de festeiro de Aécio será propagandeada como sinônimo de sua ‘alegria de viver’

senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi presidente da República por três dias e sentiu uma solidão profunda. Foi em 2001, quando comandava a Câmara dos Deputados. O então presidente Fernando Henrique Cardoso e o vice, Marco Maciel, combinaram de viajar no mesmo período para o parlamentar assumir o Palácio do Planalto. O mineiro confidenciou a amigos ser uma cena angustiante ter batedores atrás de seu carro oficial lhe fazendo a segurança para onde quer que fosse e ver pessoas de seu cotidiano cumprirem protocolo para se aproximar. “Quando cheguei lá, não achei que aquilo poderia ser o maior prêmio que alguém pode ter, não. E nem me vejo fazendo política até os últimos dias da minha vida”, contou Aécio ao Estado.

Entretanto, desde que completou o segundo mandato no governo de Minas Gerais, em 2010, o tucano decidiu que realmente queria disputar a Presidência. Conseguiu angariar apoio majoritário de seu partido em torno do próprio nome, especialmente ao assumir o comando nacional do PSDB, em maio deste ano. Ainda não é o candidato oficial do partido, embora seja tratado desta forma pela grande maioria dos tucanos.

‘Cristo dilacerado’. Em mais de 30 anos na vida pública, o economista por formação costuma dizer que nunca foi obcecado pela cadeira presidencial. Por ser de uma família tradicional na política mineira e neto do presidente Tancredo Neves, que morreu em 1985 antes de assumir o cargo, há pelo menos uma década – desde que assumiu o governo de Minas, em 2003 – seu nome passou a ser cotado no PSDB para a disputa pela Presidência. Mas Aécio titubeava. Duvidava se queria renunciar aos prazeres pessoais para ser presidente. “Já me vi muitas vezes como um Cristo dilacerado. Uma parte de mim achando que eu tinha que ir (disputar a Presidência) a qualquer custo, outra achando que não”, confidenciou.

A incerteza do mineiro contaminou correligionários que duvidavam de seu empenho para chegar ao Palácio do Planalto. O prefeito de Manaus e um dos fundadores do PSDBArthur Virgílio Neto, resumiu o sentimento, até pouco tempo atrás, de alguns colegas da legenda. “Nunca vimos o Aécio disposto a matar ou morrer, no sentido figurado, para ser presidente e isso nos desanimava. Hoje mudou. Sentimos nele essa disposição.”

Um parlamentar de Minas Gerais, próximo de Aécio e de Serra, relembra uma frase do ex-deputado mineiro José Bonifácio Lafayette de Andrada sobre o avô do senador. “Tancredo é um político capaz de tirar as meias sem tirar os sapatos.” E fez um paralelo: “É isso que o Aécio fez agora que está pronto. Ele tirou o Serra do jogo sem brigar nem com ele nem com ninguém”.

Aécio acredita ter resolvido o dilema do “Cristo dilacerado” com a perspectiva de conseguir conciliar a vida pessoal e a profissional. Aos 53 anos, e com a ajuda de FHC, percebeu que incorporar o papel de homem sério e tentar sufocar a fama de festeiro para se eleger presidente seria um tiro no pé. Decidiu, então, incorporar seu apreço pelo agito em boates na noite carioca, festas com bem-nascidos em Angra dos Reis e passeios a cavalo ou de moto Brasil afora à sua biografia de homem público. Como um veneno que, dosado, vira antídoto, ser festeiro vai virar sinônimo de “alegria de viver”, a ser propagandeada em 2014. “Queremos a campanha dele bem alegre, para cima, como foi a de Juscelino Kubitschek, eles têm um espírito bem humorado”, disse o governador de Minas GeraisAntonio Anastasia.

Um discurso importante que deve ser incorporado ao marketing eleitoral do pré-candidato é o de que ele construiu sua trajetória política sendo o que sempre foi, com os mesmos amigos de longa data e gozando dos mesmos prazeres. “Não moldei a minha vida para ser um político convencional. Essa é a minha vida. Eu levo a vida de forma absolutamente normal. Sou uma pessoa feliz e acho que essa minha felicidade incomoda algumas pessoas”, teoriza Aécio.

Por falar em incômodo, a ação penal que trata do mensalão mineiro no Supremo Tribunal Federal e tem como réu o deputado federal e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo (MG) pode ser julgada em meio à eleição do ano que vem. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, tratou-se de um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição de Azeredo, então governador de Minas, em 1998. Nessa época, Aécio tinha deixado a presidência do PSDB mineiro e dedicava-se à Câmara dos Deputados – ele não é réu na ação. Porém, o tema envolvendo seu partido pode lhe gerar desgaste durante a campanha caso seja explorado pelos adversários. No mínimo, já tem um efeito congelante imediato: em recentes entrevistas, Aécio já avisou não vai usar a prisão dos petistas condenados no mensalão durante a disputa do ano que vem.

Do surfe ao poder. Filho do deputado Aécio da Cunha, Aecinho, como era chamado pelos parentes e colegas de escola, nasceu em 10 de março de 1960, em Belo Horizonte. Viveu lá até os 12 anos. Nessa época, costumava viajar com os pais e as irmãs Andrea e Ângela para a fazenda da família na cidade de Cláudio, no centro-oeste mineiro, onde passava tardes sumido explorando a propriedade no lombo de um cavalo. Também não saíam da histórica São João del Rei, para longos almoços familiares na terra de Tancredo. Na capital do Estado, a brincadeira envolvia política. Antes de toda eleição, esparramava-se no chão com as irmãs e passavam horas brincando de envelopar santinhos para os políticos da casa.

Em 1972, mudou-se para o Rio, quando seu pai foi participar de um curso na Escola Superior de Guerra. Lá, morou nos metros quadrados que estão entre os mais caros do Brasil, como em um amplo apartamento na Avenida Vieira Souto, na zona sul. A praia de Ipanema era como a extensão de sua casa. Dividia seu tempo entre pegar onda com os amigos e estudar na escola católica de São Vicente de Paulo, no bairro do Cosme Velho.

Como aluno, nunca foi muito apegado aos livros. Costumava ir bem em matemática, escolheu estudar Economia e ingressou na PUC-Rio. E assim levava a juventude: estudava, saía para beber e paquerar com os amigos, participava de corridas de motocross, adorava viajar e não saía da praia. Não foi militante estudantil, nem mesmo presidente de grêmio na escola.

Primeira campanha. Mas o destino do futuro economista mudou no Natal de 1981. Tancredo convidou o neto para deixar a capital fluminense e o ajudar na campanha para o governo de Minas GeraisAécio riu, levou na brincadeira. Quando viu que era para valer, aceitou e voltou para o Estado natal. Percorreu Minas em comícios com o avô e a eleição foi vitoriosa para os Neves. Aos 23 anos, o jovem surfista foi nomeado secretário particular do gabinete do governador, enquanto equilibrava o curso universitário transferido para a PUC de Minas. Participou da campanha das Diretas Já e passou a ajudar o avô em mais uma campanha – agora, para a presidente da República, cuja vitória veio em janeiro de1985, via voto indireto.

Read Full Post »

Conversa com Mineiros: Aécio lembrou que fábrica será viabilizada em razão dos esforços feitos pelo governo de Minas nos últimos anos.

Conversa com os Mineiros: desenvolvimento

Aécio confiante em instalação da fábrica de amônia em Uberaba

Senador participou de Conversa com os Mineiros, evento da base aliada em Minas realizado no Triângulo Mineiro

presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou, nesta segunda-feira (28/10), estar convencido de que a fábrica de amônia será construída em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A declaração foi dada em entrevista coletiva após o evento Conversa com os Mineiros, em Uberlândia, que contou com a presença do governador Antonio Anastasia e de lideranças do PSDB e de dez partidos aliados no Estado.

Aécio Neves lembrou que a fábrica de amônia será viabilizada em razão dos esforços feitos pelo governo de Minas nos últimos anos e afirmou estar confiante no entendimento entre os governadores Anastasia e Geraldo Alckmin, de São Paulo, para construção do gasoduto que ligará o interior de São Paulo ao Triângulo Mineiro, permitindo a instalação da fábrica.

“Foi uma negociação ampla conduzida por nós. O governo federal demorou muito a dar esta autorização e espero que possamos, em um entendimento de alto nível, do governador Anastasia e do governador Alckmin, ter rapidamente o anúncio do início da construção da fábrica. O importante é voltar ao passado e lembrar: só está sendo viabilizada essa fábrica porque o governo de Minas assumiu o compromisso com a construção do gasoduto. Achava inclusive que poderia ser feito pela própria Petrobras. Assumi esse compromisso, o governador Anastasia está honrando, e por isso estou convencido que a fábrica de amônia vem para Uberaba”, afirmou.

Histórico

Petrobras para instalação da fábrica foram iniciadas no governo Aécio Neves. A construção do gasoduto, no entanto, dependia de autorização do Ministério das Minas e Energia e da Agência Nacional de Petróleo, decidida apenas em julho passado.
A fábrica em Minas possibilitará o fornecimento de amônia para ambos os estados, mas também para Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Como o gasoduto será feito pela empresa estatal mineira Cemig, sua construção depende de acordo entre os governos estaduais.

“Esta negociação para o gasoduto começou no meu governo, em 2008 e 2009, com objeção forte da Petrobras. Faço aqui uma homenagem ao ex-presidente José Alencar, que foi importante para que esta decisão fosse tomada. Mas só foi tomada porque assumi o compromisso, e o governador Anastasia está honrando, de a Cemig participar da construção do gasoduto. Se não, não teríamos sequer a possibilidade da fábrica de amônia vir para Uberaba”, afirmou Aécio Neves.

Read Full Post »

Aécio: presidente do PSDB é o mais votado entre os nomes que lideram ranking dos 60 mais poderosos do País, à frente de Lula, Campos e Dilma.

Eleições 2014

Fonte: Portal IG 

Maioria dos internautas do iG escolhe Aécio Neves como poderoso mais admirado

A maioria dos internautas do iG escolheu Aécio Neves como o mais admirado entre os nomes do topo do ranking dos 60 mais poderosos do País . Em enquete realizada entre quinta (17) e sexta-feira (18), com a pergunta “Estes são os seis primeiros do ranking: quem você mais admira?”, o presidente do PSDB foi o 1º colocado, com 17.801 votos. No ranking do iG , ele é o 5º mais poderoso.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  , 2º colocado no ranking do iG , apareceu em 2º lugar na enquete (8.321 votos). Quarto colocado na lista de poderosos, o presidente do PSBEduardo Campos  foi o 3º mais votado pelos internautas (2.620 votos).

A presidente Dilma Rousseff , apontada como a mais poderosa do País no ranking do iG , ficou na quarta colocação na enquete (2.228 votos).

Roberto Irineu Marinho , presidente das Organizações Globo, 3º do ranking do iG , ficou em 5º (340 votos) e o vice-presidente da República,  Michel Temer , ocupa a mesma colocação no ranking e na enquete: 6º lugar (247 votos).

A enquete proposta pelo iG usa a ferramenta Realtime, que promove uma interação completa e em tempo real entre todos os usuários do portal.

Metodologia

O ranking do iG foi elaborado a partir de quatro indicadores: as zonas de poder econômico, político, midiático e social. Somados, esses índices radiografam quem são, o que fazem e como fazem os principais artífices da política e da economia brasileira. Com eles, o internauta estará melhor informado sobre a capacidade de influência de grandes personagens da República. O ranking tem a presença de políticos, autoridades de governo e do Judiciário, empresários e economistas.

Nomes que, com sua tomada de decisão, suas declarações e atitudes públicas e privadas, geram notícia, despertam admiração, crítica, aplauso ou desprezo. Eles ganharam perfis elaborados, publicados a cada dia desde o início da série. O iG publicou um perfil por dia, de segunda a sexta, até chegar ao número 1. Os textos produzidos levam a marca de excelência do iG : bem informados, inventivos, criativos, instigantes.

Provável candidato à Presidência da República em 2014, Aécio vocaliza uma considerável parcela do eleitorado brasileiro que tem urticária ao ouvir palavras como Lula, Dilma e PT

Fonte: Potal iG

Você quer conversar com Aécio Neves? Ele quer. Ao menos é o que diz no novo reclame comercial do PSDB, o primeiro movimento um pouco mais formal do partido com o objetivo de apresentar ao eleitorado nacional seu provável candidato à Presidência da República. O filmete segue a escola tucana de comunicação. Aécio – com seu indefectível rosto bronzeado e claros sinais de um photoshop cirúrgico – fala sem dizer, exibe-se sem se mostrar, convida sem receber. Não obstante as críticas cada vez mais recorrentes e desabridas à presidente Dilma Rousseff, a um ano do escrutínio Aécio segue dando a impressão de que especula com sua candidatura. Talvez ele seja realmente daqueles que esperam o resultado do jogo para, só então, entrar em campo; talvez tudo não passe de um truque de ilusionismo, um número muito bem ensaiado de prestidigitação política. Não importa: a ordem dos fatores não altera o produto. O estilo de Aécio Neves não lhe tira um centímetro de poder.

Aos 53 anos de idade, o Aécio de 2013 rumo a 2014 parece finalmente estar pronto para transformar as palavras do Príncipe tucano em peças para arqueólogos ou escafandristas. É hora de levar o mais carioca dos mineiros a sério. Neste momento, portanto, talvez o seu grande desafio seja convencer o mundo de que é candidato. Que tal começar pelo próprio eleitor? “Eu sou Aécio NevesVamos conversar?”, propõe ele no fim de cada uma das suas inserções na TV. Nos comerciais de 30 segundos, o senador tucano aparece muito bem maquiado e penteado, e com novo visual. As câmeras agradecem. O tucano ficou tinindo para os debates televisivos, ainda que cirurgia alguma no mundo seja capaz de lhe dar os olhos azuis de Eduardo Campos.Aécio chega à TV soletrando seus primeiros slogans de campanha: “Quem muda o Brasil não é o político, mas o cidadão”; “É possível melhorar o transporte coletivo”; “A inflação não está controlada”. Os dois primeiros emergem claramente da receita de protestos iniciados em junho nas ruas do país. Já a terceira frase revela que, por ora, os marqueteiros tucanos tentam provocar chamas esfregando um graveto contra uma espuma. Será que um ponto percentual a mais ou menos para longe do centro da meta de inflação comove o eleitor? Bem, um ano é tempo suficiente para os cientistas do PSDB descobrirem a resposta.

Candidatura já pisa nas ruas 

Recentemente, Aécio fez um périplo por três estados do Nordeste. Esteve em Mauriti (CE) para gravar imagens nos canteiros de obras da transposição do Rio São Francisco. O projeto é uma das prioridades do governo Dilma e deveria ter sido concluído no fim do ano passado. Em outra cidade cearense, Juazeiro do Norte, ao lado do ex-senador Tasso Jereissati, fez críticas à presidente pelo atraso nas obras. “É muita propaganda e pouca ação. Vamos levar essa e outras denúncias ao Congresso Nacional”, afirmou.

Mas, como bem pontuou FHC, o desmedido gosto pelos prazeres da vida tatuou no senador uma imagem próxima à de um garoto. Até a oficialização do seu segundo casamento (com a modelo Letícia Weber), realizado numa cerimônia discreta no Rio, sempre houve o consenso entre os seus amigos da alta sociedade e do meio empresarial que o senador não namora mulher feia. A relação com Letícia, no entanto, já dura cinco anos: ela tem 34 anos e as iniciais de A e N tatuadas atrás da orelha direita – dizem que José Serra grafou o mesmo monograma, mas o vodoo estaria guardado em local desconhecido. Letícia nasceu em Panambi, no Rio Grande do Sul, estudou em colégios evangélicos e se mudou com a família para Florianópolis ainda moça. Apresenta-se como modelo da agência Ford de Santa Catarina. Pouco mais se sabe sobre ela, que, orientada ou não, não gosta de falar com a imprensa. Mas, ao frequentar as casas noturnas mais caras de São Paulo, Rio e Floripa, sai sempre em jornais e revistas. Ao lado do namorado.

Um teto mineiro a poucas quadras da praia 

Mineiro de Belo Horizonte, Aécio Neves sempre teve alma carioca. O endereço carioca de Aécio fica na Avenida Vieira Souto, 250 metros quadrados dos mais valorizados do mundo. O imóvel passou recentemente por uma reforma, ganhando nova decoração, com destaque para uma obra de Vik Muniz retratando a Praia de Ipanema em cor chocolate. Bobice: a real fica bem em frente, com atrações que Vik Muniz nenhum no mundo é capaz de reproduzir. Alguns réveillons na casa de Luciano Huck em Angra dos Reis selaram amizades: os empresários do ramo de entretenimento Alvaro Garnero, Luiz Calainho, Alexandre Accioly, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno estão entre as mais próximas.

Também no Rio mora a ex-mulher de Aécio, Andréa Falcão, com a única filha do casal, Gabriela. Eles foram casados por oito anos, estão separados há 14, e aparentemente têm um bom relacionamento.

A “dolce vita” quase sempre cobra seu preço, alto e quando menos se espera: em abril de 2011, Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma carteira de habilitação vencida em uma blitz da Lei Seca, no Rio. Um episódio menor na vida de um cidadão comum, mas que causou polêmica por se tratar de um político com pretensão de se tornar presidente do Brasil.

Convém, no entanto, deixar muito claro: enxergar Aécio Neves apenas pelas lentes dos paparazzi e curiosos no calçadão é grave equívoco. Ele construiu uma sólida trajetória política. Aprendeu como poucos os meandros da articulação de bastidor, da aglutinação entre os diferentes, da composição inimaginável aos olhos comuns mas certeiros entre os sábios da política mineira. Que outro destino poderia estar reservado ao neto de Tristão de Cunha e de Tancredo Neves, de quem foi secretário particular no governo de Minas Gerais e na campanha à Presidência?

Choque de gestão

Economista formado pela PUC-MG, Aécio começou na política no PMDB, partido de Tancredo, e depois se transferiu para o PSDB. Foi deputado federal por quatro mandatos, de 1987 a 2002. Em 2002, foi eleito, em primeiro turno, para o governo de Minas Gerais, com 58% dos votos válidos – a maior votação da história do Estado até então. Em 2006, reelegeu-se, goleando os adversários: 77,03% dos votos válidos.

No Palácio Tiradentes, implantou o programa Choque de Gestão, com o objetivo de “reduzir o tamanho do Estado para investir mais no cidadão”. Em 2004, ao anunciar o programa, determinou a extinção de cargos, enxugou o tamanho do Estado e cortou o próprio salário. Até anunciar o “déficit zero nas contas públicas” de Minas. Com essa plataforma, sua popularidade virou arrasa-quarteirão entre os mineiros – que pouco se importaram de ver o governador estar com tanta frequência em solo carioca.

Ao assumir, em 2010, uma cadeira no Senado Federal, com 7.565.377 votos, o tucano era o maior nome da oposição ao PT. Em seu discurso de posse, comprometeu-se a atuar como agente fiscalizador do governo federal, “em defesa do pacto federativo e no exercício da oposição pautada pela coragem, responsabilidade e ética”. No popular, é mais direto, ao lamentar uma falta de projeto para o país: “É um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”. No dia 18 de maio de 2013, Aécio Neves foi eleito presidente nacional do PSDB, em substituição ao deputado federal Sérgio Guerra, o que fortaleceu ainda mais seu nome para a candidatura à Presidência pelo partido.

Quando sacramentar sua indicação como candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, o senador levará sobre os ombros toda a ansiedade de uma gente que não deseja ficar 16 anos confinada na arquibancada – e torcendo para o juiz não levantar a placa com mais quatro de acréscimo. Aécio vocaliza uma considerável parcela do eleitorado brasileiro que tem urticária ao ouvir palavras como LulaDilma,PTpetista e petismo. Também costuma animar plateias cansadas de três mandatos sucessivos do grupo acima. Inspira ainda aqueles saudosos dos dois mandatos mais liberais de Fernando Henrique Cardoso e suas reformas pró-mercado. Convence, por fim, aqueles que consideram os anos petistas como exemplo de desorganização das contas públicas, ampliação excessiva do tamanho do Estado, penetração indevida do governo na vida do cidadão e das empresas e carência de reformas estruturantes capazes de fazer o País atingir altitudes mais elevadas.

Trata-se de uma agenda liberal que, se Aécio e o PSDB souberem defender, pode abocanhar uma fatia relevante da população que vai às urnas – resta saber se, com a dupla Eduardo Campos-Marina Silva também enfrentando a presidente Dilma Rousseff, será um discurso forte o suficiente para levá-lo ao segundo turno.

Antes disso, porém, todos a Ipanema.

Read Full Post »

Older Posts »