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Posts Tagged ‘gestão do PT’

Aécio disse que governo petista deixará “outro dano” que será “o baixíssimo compromisso com a ética e com valores com a vida pública”.

Governo Dilma: gestão deficiente

Fonte: O Globo 

Para Aécio, Dilma Rousseff é honesta, mas incompetente

Valor Online

senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, não quis endossar nesta sexta-feira em Uberaba (MG) as críticas do deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), o Paulinho da Força, à presidente Dilma Rousseff, feitas ontem durante a comemoração do 1º de maio da Força Sindical. De acordo com PaulinhoDilma deveria estar presa no penitenciária da Papuda, em Brasília, onde estão cumprindo pena alguns dos condenados pelo processo do mensalão.

“Acho que a presidente da República é uma mulher honesta, é uma mulher de bem. Não faço nenhuma crítica contra sua conduta pessoal. Acho apenas que ela está despreparada para governar um país da complexidade do Brasil”, disse Aécio, que participou ontem, ao lado de Paulinho, em São Paulo, do 1º de maio da central sindical.

Dilma estará neste sábado em Uberaba (MG), para participar da abertura oficial da Expozebu, uma das mais tradicionais feiras pecuárias do país. Eduardo Campos (PSB), é esperado no evento na quinta-feira.

Aécio chegou à Expozebu na tarde desta sexta-feira para uma reunião pecuaristas e lideranças, como o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos principais líderes da bancada ruralista do Congresso, o governador de Minas, Alberto Pinto Coelho (PP) e o candidato do PSDB ao governo mineiro, Pimenta da Veiga.

Repetindo o que já havia dito na semana passada, Aécio Neves disse que é “indiferente” para ele disputar a eleição deste ano contra Dilma ou contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a queda de Dilma nas pesquisas, setores políticos e empresariais passaram a reforçar nas últimas semanas a defesa da candidatura de Lula no lugar da presidente.

“Para mim é indiferente. Nossa candidatura é contra esse modelo que tem levado desesperanças às pessoas, esse modelo de governança arcaica, do aparelhamento da máquina pública“, disse Aécio.

“O candidato, eles que escolheram. O nosso vigor, a nossa determinação é a mesma qualquer que seja o candidato”, disse, ao ser perguntado sobre qual dos dois ele imagina uma disputa mais difícil.

Aécio disse que além dos problemas que o país atravessa, o governo petista deixará “outro dano” que será “o baixíssimo compromisso com a ética e com valores com a vida pública”.

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Senador Aécio Neves disse que ‘presidencialismo no Brasil é tão imperial que o mau humor do presidente reflete na sociedade.

Equação do PT é inflação alta com crescimento baixo

Fonte: O Globo 

Aécio diz que inflação alta e baixo crescimento influenciaram queda na popularidade de Dilma

Presidenciável ironiza temperamento forte da presidente e afirma que o comportamento de Dilma contamina a percepção da população

senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato tucano à Presidência da República, comentou a queda na popularidade da presidente Dilma, identificando uma insatisfação das pessoas com a inflação e o crescimento. O senador citou também o mais recente escândalo envolvendo a Petrobras, a compra da refinaria de Pasadena (EUA) em 2006, que gerou prejuízos para a estatal.

— Esses indicadores que mostram queda na popularidade da presidente são resultado do conjunto da obra. Não é apenas Pasadena e a Petrobras, que impactam na consciência dos brasileiros e nas expectativas. Mas é o conjunto da obra. A equação do PT é inflação alta com crescimento baixo. Na infraestrutura, patinamos até aqui. Tudo parado, no meio do caminho, custo Brasil elevadíssimo. Os resultados começam a apontar para um governo que vive os seus estertores — afirmou Aécio.

O senador também ironizou o que é conhecido nos bastidores do Palácio do Planalto como o temperamento forte da presidente, afirmando que isso contamina a percepção das pessoas.

O presidencialismo no Brasil é tão imperial que o mau humor do presidente reflete na sociedade — disse.

DEM diz que insatisfação era percebida nas ruas

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), afirmou que o resultado da pesquisa atesta “a insatisfação com a condução do governo federal”, algo que, na visão dele, já é percebido nas ruas.

“Era evidente que a perda de credibilidade do governo sentida aqui e lá fora ia ser revertida em uma maior rejeição pelo povo. A queda na aprovação de governo já era percebida. A crise chegou ao dia a dia do brasileiro, seja com a inflação alta, com a falta de solução para a área de segurança pública, com a ineficiência em modernizar o transporte público, com a alta da gasolina. O brasileiro está vendo que esse país está sem rumo. Acredito que essa é uma situação que tende a se agravar até as eleições”, avalia Mendonça.

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Talvez ela não esteja capacitada para governar o Brasil e nós estamos vendo que o Brasil é o país do improviso, comentou o senador.

Governo Dilma: Gestão Deficiente

Fonte: O Globo

Aécio diz que Dilma não está ‘capacitada’ para governar

Pré-candidato, senador tucano diz que vai reunir oposição no Congresso, na próxima semana, para tratar de CPI para investigar Petrobras

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves usou neste sábado as denúncias envolvendo a Petrobras para dizer que a presidente Dilma Rousseff não está “capacitada” para governar o país. Aécio anunciou a realização de uma reunião no Congresso na próxima semana para buscar votos para a abertura de uma CPI. Sobre esse assunto, o mineiro passou por uma saia-justa nesta manhã, durante visita ao município de Campos do Jordão, interior paulista, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse, em entrevista antes da chegada do mineiro, que não seria necessária a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito se outras investigações estiverem sendo conduzidas no âmbito federal.

– Talvez ela não esteja capacitada para governar o Brasil e nós estamos vendo que o Brasil é o país do improviso. Me dou o direito de dizer que a desastrada intervenção da presidente no setor elétrico, que trouxe tantos prejuízos ao Brasil, ao tesouro e riscos de apagão, tenha sido tomada porque a presidente tenha lido só o resumo e não o conteúdo completo de todas as informações que orientavam em direção contrária à intervenção que se fez no setor elétrico. Foi um crime para com o país- disse Aécio, em entrevista antes de discursar para prefeitos, vereadores e correligionário no 58º Congresso de Municípios de São Paulo.

Depois de conversar a sós com Alckmin, com quem comeu um pastel antes de chegar ao evento, o senador negou que houvesse divergência entre o que defende ele e o governador paulista. Aécio afirmou que conversou com Alckmin e que este tinha a mesma opinião a favor da CPI.

Em seu discurso, Aécio voltou ao tema das denúncias envolvendo a Petrobras e convocou a militância a defender na próxima campanha a “reestatização” da estatal:

– Na última eleição, nos acusaram de querer privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e outras empresas públicas. Isso jamais aconteceu nem foi pensado. O que nós queremos hoje é reestatizar a Petrobras, tirá-la das mãos de um grupo político, que dela se apoderou para fazer negócios irresponsáveis. Vamos buscar a decência na gestão pública.

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Senador Aécio Neves cobrou explicações da presidente Dilma sobre seu aval ao contrato da Petrobras com a Refinaria de Pasadena.

Prejuízo foi de R$ 1 bilhão

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: presidente deve explicações aos brasileiros por prejuízo de 1 bilhão de dólares à Petrobras

Presidente do PSDB anunciou que oposição irá propor criação de grupo de trabalho para investigar e acompanhar as apurações da compra da Refinaria de Pasadena

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) cobrou, nesta quarta-feira (19/03), mais explicações da presidente Dilma Rousseff sobre seu aval ao contrato da Petrobras com a Refinaria de Pasadena, que causou o maior prejuízo financeiro da história da estatal.

Em pronunciamento na tribuna do Senado, Aécio Neves defendeu a criação de um grupo de trabalho na Comissão do Senado de Fiscalização e Controle para acompanhar as investigações que já ocorrem no contrato que levou a Petrobras a um prejuízo de 1 bilhão de dólares na compra da refinaria, localizada no Texas, Estados Unidos, em 2006.

À época, a ministra Dilma Rousseff aprovou a negociação, enquanto presidia o Conselho de Administração da Petrobras. Seu aval ao contrato foi revelado hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo, que teve acesso às atas de votação do conselho.

“Agora, é uma questão com a sociedade brasileira. E acho, digo isso como presidente do maior partido de oposição no Brasil, que a presidente da República deve uma explicação direta à sociedade brasileira. O que a fez tomar esta decisão? O conhecimento profundo do tema e depois uma mudança, como alguns líderes disseram, das condições de mercado? O desconhecimento do tema ou foi induzida por um relatório que tinha outras intenções? Com a palavra a presidente da República. O Brasil aguarda da senhora presidente da República, uma reposta cabal e definitiva sobre esta ação extremamente lesiva à Petrobras e ao Brasil”, disse Aécio Neves em entrevista coletiva à imprensa.

A Petrobras desembolsou, em 2006, US$ 360 milhões por 50% da refinaria, que pouco antes havia sido avaliada em US$ 42,5 milhões. Em 2012, devido a obrigações previstas no contrato por ela assinado, a Petrobras foi obrigada a comprar a outra metade da refinaria, dessa vez por US$ 839 milhões. Ainda assim, a Refinaria de Pasadena não consegue fazer o processamento do petróleo brasileiro, mais pesado que o norte-americano.

Investigação

Aécio Neves questionou a afirmativa da presidente que, por meio de nota da Presidência da República alegou que seu apoio à transação lesiva aos cofres públicos ocorreu em razão de parecer “técnica e juridicamente falho”. O senador lembrou que o responsável pelo relatório citado pela Presidência foi nomeado dois anos depois, em 2008, para a diretoria financeira da BR Distribuidora, um dos mais importantes cargos da empresa ligada à Petrobras.

“A Presidência da República diz que foi induzida a erro por um parecer falho, incompleto. E o que é mais grave é que o responsável por esse parecer, então diretor internacional da Petrobras, não foi afastado e nem foi investigado. Foi promovido. Ele hoje é diretor financeiro de uma das mais importantes empresas brasileiras, a BR Distribuidora. A gravidade é que, ao invés de investigar as razões deste parecer, se o que a presidente da República diz é correto – mais uma vez terceirizando responsabilidades – este servidor deveria ser investigado e afastado. Ele foi promovido. Infelizmente, é a forma como o PT trata os cargos públicos”, disse Aécio.

OGX

Aécio Neves comparou o prejuízo de mais de 1 bilhão de dólares causado aos cofres da estatal à má-gestão que levou a empresa OGX a perder quase todo seu valor de mercado e hoje, assim como outras empresas do empresário Eike Batista, a passar por recuperação judicial.

“Hoje mesmo um importante jornalista brasileiro nos lembrava que desde que assumiu a Presidência da República a atual presidente, Dilma Rousseff, o prejuízo, a perda de valor de mercado, somadas Petrobras e Eletrobras, chega a cerca de US$ 100 bilhões. Na verdade, a Petrobras se transformou na OGX da Presidente Dilma, com uma agravante: aPetrobras é de todos os brasileiros”, afirmou Aécio Neves.

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Aécio: senador pontua as 5 ações da gestão deficiente do PT que têm retraído investimentos e deixado aceso o sinal vermelho da economia.

PT e a gestão deficiente da economia.

Fonte: Folha de S.Paulo 

‘Nervosinhos’

Aécio Neves

Ao antecipar o anúncio do cumprimento do superavit primário, na sexta-feira, o ministro Guido Mantega agiu como aquele chefe que gosta de contar uma piada para desanuviar um ambiente carregado. Todo mundo dá uma gargalhada forçada, por obrigação, a reunião termina, as pessoas vão embora, mas os problemas continuam sobre a mesa sem qualquer solução à vista.

Com base apenas em fatos recentes, preparei aqui uma lista resumida de cinco motivos para que o ministro possa entender por que os brasileiros estão “nervosinhos” com a situação da economia.

1) Fragilidade no superavit primário: o resultado foi atingido com ajuda de receitas extras, como o bônus da privatização do campo de petróleo de Libra, que não vão se repetir em 2014, tornando o equilíbrio fiscal ainda mais duro de ser alcançado ao longo do ano.

2) Queda na balança comercial: divulgados na última semana, os números da balança comercial brasileira tiveram o pior desempenho em 13 anos.

3) Desvalorização da Petrobras: para tristeza da memória de tantos nacionalistas que se recordam da campanha “O petróleo é nosso“, em 2013 a estatal foi a empresa de capital aberto que mais perdeu valor de mercado em termos nominais, segundo a consultoria financeira Economatica. Em apenas três anos, o governo Dilma conseguiu a façanha de reduzi-la a menos da metade do seu valor. Entre os motivos, está a gestão orientada para render dividendos políticos ao Partido dos Trabalhadores.

4) Recorde na carga tributária: enganou-se quem acreditava que a situação dos impostos no Brasil não podia mais piorar. A Receita Federal divulgou a carga tributária de 2012, que bateu mais um recorde e chegou a 35,85% da renda nacional.

5) PIB em baixa, inflação em alta: a bravata do “pibão” na casa dos 4%, prometidos para 2013, deve acabar reduzida a um humilde “pibinho” abaixo de 2,5%. Além disso, o ano de 2013 ficará conhecido como aquele em que a inflação, de péssima lembrança, voltou a assombrar as feiras e os supermercados.

Essa é a realidade que as autoridades se recusam a admitir publicamente.

Em junho, a presidente Dilma Rousseff acusou a oposição de agir como o Velho do Restelo, personagem de Camões que representa o pessimismo. A economia, entretanto, continuou à deriva. Agora, a presidente reclama de uma suposta “guerra psicológica”, “capaz de inibir investimentos e retardar iniciativas”. Já para o ministro Guido Mantega, são os “nervosinhos” que atrapalham o sucesso dos planos formidáveis do governo.

As crianças costumam ter amigos imaginários. Os petistas cultivam os inimigos imaginários. Assim, fica mais fácil livrar-se das responsabilidades para as quais foram eleitos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

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Aécio: presidente do PSDB critica preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, além de aumentar dívida bruta.

Gestão pública deficiente

Fonte: PSDB 

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sobre o recorde no déficit público

No ano passado, quando já estava clara para a sociedade o fracasso da política econômica da presidente Dilma Rousseff, uma política baseada no relaxamento do tripé macroeconômico, representantes da equipe econômica sinalizavam que as contas fiscais estavam equilibradas e que não havia preocupação alguma com a trajetória das contas fiscais.

Ainda este ano, em depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou da possibilidade de o Brasil zerar o seu déficit nominal ao longo dos próximos anos. Infelizmente, os dados fiscais divulgados ontem deixaram claro que houve um descolamento da economia real do discurso do governo.

Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, a despesa não financeira do Governo Central (governo federal, previdência e Banco Central) cresceu R$ 79,2 bilhões, um crescimento nominal de 13,5% ou um crescimento real de quase 7%, que é mais do que o dobro do crescimento real do PIB. Infelizmente, apesar desse forte crescimento da despesa, o investimento público do governo federalcresceu apenas R$ 1,3 bilhão (2,9%).

Ou seja, a despesa não financeira do governo federal cresceu este ano até setembro R$ 79 bilhões e o investimento público apenas R$ 1,3 bilhão. Em valores reais, houve uma queda do investimento público federal.

É importante destacar que ao longo dos nove primeiros meses do ano, a receita líquida do governo federal cresceu R$ 52,4 bilhões (8,2%), um crescimento maior do que no mesmo período do ano passado, mas insuficiente para fazer frente ao crescimento muito rápido do gasto público.

O resultado foi que a economia do governo federal para pagar a dívida, o chamado superávit primário, passou de R$ 54,8 bilhões ao longo dos nove primeiros meses de 2012, para R$ 27,9 bilhões no acumulado deste ano, uma redução de 49%.

Dada essa forte redução do superávit primário do governo federal, o resultados fiscal do setor público consolidado (governo central, estados e municípios) teve uma nova piora. O resultado primário em 12 meses até setembro deste ano foi de 1,58% do PIB, ante um superávit de 3,17% do PIB há dois anos.

Quando se inclui na despesa a conta de juros do setor público, o déficit nominal do setor público no Brasil nos últimos 12 meses até setembro foi de 3,33% do PIB , o pior resultado desde 2009 quando o Brasil teve um crescimento negativo do PIB.

Infelizmente, a leitura que o PSDB faz da contas públicas é que sua deterioração é estrutural por três motivos. Primeiro, o crescimento do gasto foi nas despesas de custeio e de pessoal, que são gastos do tipo permanente e não podem ser reduzidos de um ano para o outro.

Segundo, várias das despesas do governo federal com subsídios não estão sendo pagas. Essas despesas estão sendo atrasadas e a conta está sendo jogada para o futuro e vai aumentar ainda mais o gasto público no futuro. O melhor exemplo disso são os subsídios do BNDES que não vêm sendo pagos.

Terceiro, o Brasil não pode crescer sem investimento público. Assim, em algum momento será preciso recuperar a capacidade de gestão e investimento do setor público o que significa um maior crescimento da despesa no futuro. Se não houver um controle maior da despesa de custeio, o aumento do investimento público reduzirá mais ainda o resultado primário colocando em risco as contas públicas.

O problema é que o governo federal, por sua irresponsabilidade na administração do tripé macroeconômico, criou uma armadilha fiscal e agora há um novo problema para este e para o próximo governo: como reduzir o gasto público para aumentar o superávit primário para pelo menos 2% do PIB e ainda recuperar o investimento público?

O governo está pagando o preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, reduziu o crescimento e aumentou a dívida bruta. Se o governo estivesse terminando hoje, já deixaria para o próximo uma herança maldita nas contas fiscais.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente Nacional do PSDB

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Gestão deficiente: governo Dilma não cumpre meta de entregar 130 mil cisternas até julho aos atingidos pela seca.

Gestão deficiente e o governo do PT

Gestão deficiente do PT: Nordeste fica sem cisternas

Fonte: Folha de S.Paulo 

Dilma descumpre meta de entregar 130 mil cisternas

Dos reservatórios prometidos em abril, só 59 mil foram entregues no prazo

ONGs levantam dúvidas sobre a durabilidade de cisternas de polietileno, que são mais caras que as feitas de cimento

O governo Dilma Rousseff não cumpriu nem metade da meta de entregar 130 mil cisternas até julho aos atingidos pela seca no Nordeste.

Dos reservatórios de água prometidos pela presidente no dia 2 de abril, em evento com sete governadores em Fortaleza (Ceará), 59 mil foram entregues no prazo.

A ideia de acelerar a entrega de cisternas até meados do ano tem um motivo climático. É nesse período que se encerra a época de chuvas –ainda que escassas– na região do semiárido.

Os moradores que receberam as cisternas no prazo e tiveram a sorte de contar com alguma chuva conseguiram armazenar essa água para enfrentar mais um período de meses de estiagem.

CARROS-PIPA

Fora do período de chuvas, o sertanejo depende apenas dos carros-pipa para abastecer seus reservatórios.

Uma opção são os veículos contratados pelo Exército, nem sempre com equipes e água suficientes.

Outra é pagar pelo abastecimento a carros-pipa de particulares (cerca de R$ 100 para encher o reservatório) ou de veículos da prefeitura, que muitas vezes abastecem apenas as cisternas de seus aliados políticos no município.

Considerada a pior dos últimos 50 anos, a seca já deixou cerca de 1.500 municípios do Nordeste e Minas Gerais em estado de emergência, afetando dez milhões de pessoas. Também arrasou a agropecuária, com perdas de cultivos e de animais.

Gestão deficiente e o governo do PT

METAS

Ministério da Integração Nacional coordena o programa. As cisternas são compradas e levadas aos municípios, onde empresas locais cuidam da instalação.

Além da meta de 130 mil até julhoDilma falava em 240 mil até dezembro e um total de 750 mil até o final do de 2014, ano eleitoral.

De abril até agora, segundo o governo federal, 125 mil reservatórios foram entregues e o governo federal gastou R$ 437 milhões na aquisição das cisternas.

Em municípios do interior do Ceará, como Acopiara (a 355 km de Fortaleza) e Canindé (a 118 km da capital), as cisternas de polietileno já se integraram à paisagem local: elas se acumulam em depósitos a céu aberto à espera de instalação.

Moradores da região se cadastraram desde o início do ano para recebê-las. Sem os reservatórios, eles não podem nem armazenar água dos carros-pipa. A única alternativa é, diariamente, encher baldes nos poucos açudes que ainda não secaram.

AÇUDES

É o que faz a dona de casa Maria Luciana da Silva, 30, da zona rural de Acopiara. Ela leva uma hora na caminhada para buscar água.

“Não vem aqui o carro-pipa“, diz a moradora, que reclama por ainda não ter recebido os reservatórios –que já chegaram a algumas das casas vizinhas.

Mas quem já recebeu as cisternas também enfrenta problemas. A Folha encontrou residências com equipamentos entregues há meses, mas que ainda não foram instalados.

A agricultora Silvana de Araújo, 38, de Acopiara, afirma que o reservatório foi deixado em seu quintal há quatro meses, sob a promessa de uma instalação rápida.

Até agora está parado. Ela, o marido e os cinco filhos bebem a água de açude.

Em Canindé, o aposentado Mozar Cruz, 65, recebeu só no início deste mês a sua cisterna. Mas ele diz ter pago um carro-pipa particular para enchê-la porque a água dos carros do Exército é pouca. “Não dá pra todo mundo”, diz.

Gestão deficiente: governo Dilma não cumpre meta de entregar 130 mil cisternas até julho aos atingidos pela seca..

LENTIDÃO

A promessa das cisternas faz parte de um pacote de medidas contra a seca anunciadas em abril pela presidente.

O governo resolveu priorizar as cisternas de polietileno sob o argumento da rapidez na instalação, em vez de reservatórios com placas de cimento, que continuam a ser feitos em menor escala.

Isso apesar de serem mais caras –custam R$ 5.000 a unidade, enquanto as de placa saem por cerca de R$ 2.200.

As organizações não governamentais que participavam da produção das cisternas de placa, porém, passaram a levantar dúvidas sobre a durabilidade do novo tipo.

governo federal argumenta que o polietileno é resistente ao calor e que o reservatório tem vida útil média de 35 anos.

A lentidão não afeta somente a instalação das cisternas: em junho, reportagem da Folha mostrou que as ações estão demorando a chegar a moradores afetados. Houve atraso, por exemplo, na entrega de milho subsidiado e na liberação de verbas para perfuração de poços.

Empresas deixaram de preparar o terreno

Fonte: Folha de S.Paulo 

Empresas contratadas para instalar as cisternas de polietileno no semiárido cearense estão repassando às vítimas da seca o trabalho de cavar o terreno onde os reservatórios serão implantados.
A distribuição da tarefa às famílias afetadas inclui a promessa de pagamento de R$ 50, o que ainda não ocorreu.O calote foi relatado à Folha por beneficiários que fizeram esse tipo de trabalho em Acopiara e Canindé.Representantes das empresas confirmam a pendência nos pagamentos, mas dizem que os acordos serão cumpridos nas próximas semanas.

Nesses municípios, as empresas responsáveis pela implantação das cisternas são, respectivamente, a cearense Edmil Construções e a potiguar Campo Construções (que subcontratou a A&C Construções, também do RN).
Juntos, os contratos dessas duas empresas somam cerca de R$ 30 milhões com governos do Ceará e federal para implantar as cisternas em uma série de municípios.

Ao repassar parte do trabalho aos beneficiários, as firmas ampliam o lucro, ao economizar com a mão de obra.

Sob o temor de perder as cisternas, os beneficiários têm receio de reclamar.

Em Acopiara, o agricultor José Soares de Lima, 58, diz que que chamou o filho e um genro para cavar o buraco, num trabalho de dois dias.

“Ainda não ouvi falar de ninguém que recebeu”, afirma. “Não é um dinheirão, mas é um prometimento.”

A Folha também ouviu relatos semelhantes em Canindé. “Não pagaram, mas não tem problema não”, afirma um beneficiário que pediu para não ser identificado.

O coordenador da Edmil Construções, Jucilane Braga, disse que a greve dos bancos “atrapalhou muito” o pagamento e que estão regularizando “aos poucos”. Segundo ele, a empresa envolveu os moradores nas escavações para agilizar a instalação.

O coordenador de implantação das cisternas em Canindé pela A&C Construções, Francisco Mourão, disse: “Algumas [famílias] onde estamos instalando [as cisternas] já estão sendo ressarcidas”.


Licitações atrasaram entrega, diz governo

Fonte: Folha de S.Paulo

OUTRO LADO

Ministério afirma que transporte das cisternas é complexo; empresas prometem concluir trabalhos até o fim do ano

Dificuldades para levar cisternas pesaram na demora; empresas prometem concluir obras até o fim do ano

A “complexidade” das licitações e a logística do transporte atrasaram o cronograma de entrega das cisternas de polietileno, de acordo com o Ministério da Integração Nacional.

“Devido à abrangência e complexidade do objeto das licitações previstas para este ano no âmbito do programa Água para Todos, os processos licitatórios exigiram mais tempo para a sua conclusão”, informou a pasta, em nota.

“Além disso, a logística de transporte dos reservatórios de polietileno, também complexa, e o difícil acesso às comunidades mais isoladas foram outros fatores de relevância para identificar a necessidade de adaptação dos cronogramas de entrega”, afirma ainda o Ministério da Integração Nacional.

O ministério diz que, desde o início do programa Água para Todos, em 2011, até agosto de 2013, foram instaladas 401 mil cisternas de armazenamento de água para consumo humano. Segundo a pasta, até 2014 devem ser construídas 750 mil cisternas para o programa. O governo também prevê 20 mil pequenos sistemas de irrigação e 3 mil barragens de água pluvial.

A empresa cearense Edmil Construções, que cuida das cisternas em Acopiara, afirma que até agora foram instaladas 2.300 de um total de 3.400 cisternas, e que pretende terminar todo o processo até o fim de novembro.

“A gente já superou as expectativas. Começamos no início de maio e, em cinco meses, já tem 2.300 montadas”, disse o coordenador da Edmil, Jucilane Braga.

Em Canindé, o coordenador da implantação das cisternas pela empresa potiguar A&C Construções, Francisco Mourão, o atraso ocorreu porque o trabalho ficou paralisado de março a junho para a “readequação do projeto”.

Segundo ele, na próxima semana haverá aumento no número de funcionários e o trabalho deverá ser concluído até o final de dezembro.

Mourão diz que há entre 700 a 800 cisternas instaladas, de um total de 2.000.

Em relação ao repasse do trabalho de escavação dos terrenos às famílias que vão receber as cisternas, Mourão disse que isso foi feito com a finalidade de “gerar renda” para os moradores e que os pagamentos já estão sendo regularizados.

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