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Coluna Aécio: “Muitas vezes, a sensação que parece prevalecer é que quase tudo  que nos trouxe até aqui já não faz tanto sentido. Será?”

Coluna Aécio: “E mais duro ainda é reconhecermos que certamente estamos muito aquém do que tantos brasileiros sonharam”

Exemplos, valores e referências - coluna Aécio Neves
Coluna Aécio: “Duro mesmo é reconhecer que o Brasil de hoje já é o Brasil do futuro que várias gerações imaginaram e pelo qual muitos trabalharam”.

Fonte: Folha de S.Paulo 

Exemplos

Coluna Aécio Neves 

Nas últimas semanas, grande parte da atenção da opinião pública voltou-se para as questões que envolvem a nossa juventude, que ganharam inédita importância com as manifestações que sacudiram o país.

À juventude costuma-se sempre agregar a noção de futuro, do que ainda está por ser realizado.

Mas a resignação em adiar projetos e soluções para um tempo que ainda virá não deixa de ser uma forma de transferirmos indefinidamente responsabilidades. E de perdoarmos a nós mesmos, enquanto sociedade, por tudo o que ainda não fomos capazes de fazer.

Duro mesmo é reconhecer que o Brasil de hoje já é o Brasil do futuro que várias gerações imaginaram e pelo qual muitos trabalharam. E mais duro ainda é reconhecermos que certamente estamos muito aquém do que tantos brasileiros sonharam. E mereciam.

Penso nisso estimulado pela disseminação da percepção de que vivemos uma autêntica revolução e que ela nos coloca no portal de um mundo que inaugura novas relações sociais e humanas, provocadas por enormes transformações tecnológicas. Ainda que seja constatação verdadeira, quando apresentado e endeusado como valor absoluto, o novo acaba por transformar em obsoleto o que veio antes.

Muitas vezes, a sensação que parece prevalecer é que quase tudo o que nos trouxe até aqui já não faz tanto sentido. Será?

Lembrei-me de Ruy Castro e de suas crônicas recheadas de ironia e inteligência, aqui mesmo nesta Folha, onde volta e meia nos alerta para o reconhecimento que devemos a nomes importantes da nossa cultura.

O puxão de orelhas é pertinente.

Um bom exercício de educação civilizatória é a percepção do papel insubstituível de brasileiros que fazem grande diferença. Antonio Candido é um exemplo. O professor e pensador, que recentemente completou 95 anos, continua a nos oferecer o seu valioso patrimônio de ideias.

Foi, aliás, com especial alegria que, em 2007, tive a oportunidade de manifestar-lhe a admiração dos mineiros entregando-lhe o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, então na sua primeira edição.

O professor é referência de idoneidade intelectual, espírito cívico e dignidade pessoal. Sua obra atesta o compromisso radical com a compreensão da realidade à sua volta. Literatura é vida, ele generosamente nos ensina.

Há dois anos, numa entrevista em Paraty, ele se confessou “um homem do passado, encalhado no passado”.

O mestre estava errado. O seu legado, ético e intelectual, longe do ancoradouro das coisas envelhecidas, ilumina um caminho permanente de amor e respeito pelo Brasil.

Homens assim, independentemente da idade ou do tempo em que vivam, serão sempre referência do futuro que precisamos ser.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

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Aécio Neves 2014: nome do senador será ratificado na convenção nacional do partido, em maio, evento que poderá ser em São Paulo.

Aécio Neves 2014: Presidente

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves também diz que PSDB pode ‘fazer mais’ pelo País

 Saudado por uma plateia paulista como o candidato à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) evitou assumir a disputa, mas respondeu positivamente ao apelo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e topou assumir a presidência nacional do partido. “Contem comigo de cabeça erguida, como devem andar os tucanos. Dizendo: nós faremos mais”, disse Aécio, em discurso durante congresso tucano, encerrado na noite desta segunda-feira em São Paulo.

O mote “nós faremos mais” utilizado pelo tucano no Congresso do PSDB foi o mesmo utilizado, mais cedo, por sua principal adversária em 2014, a presidente Dilma Rousseff, e pelo virtual presidenciável do PSB, governador Eduardo Campos (PE), que estiveram juntos em um evento no sertão pernambucano. Tanto Dilma quanto Campos também disseram que poderão fazer mais pelo País

O nome de Aécio será ratificado na convenção nacional do partido, em maio, evento que poderá ser em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País. “Ele sai daqui presidente do partido. A expectativa agora é de que a convenção se transforme no lançamento da candidatura de Aécio a presidente”, disse uma liderança do PSDB. Aécio afirmou que reconhece o papel do presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), mas, falando como o futuro ocupante do comando tucano, pediu uma “profissionalização” nas ações do partido. “Vamos nos conectar cada vez mais.”

No entanto, ao ser indagado se aceitaria a candidatura à sucessão de Dilma e após a saudação dos militantes que lotaram a sede do partido em São Paulo, o senador foi mais comedido. Aécio declarou que se sentia honrado e avaliou que primeiro iria seguir os pedidos de Alckmin e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e percorreria o Brasil.

“Nós precisamos percorrer uma longa estrada até 2014. Essa é a hora de o PSDB se mostrar vigoroso”, disse. “A escolha do candidato do PSDB vai ocorrer no amanhecer de 2014, quando vamos estar todos juntos, prontos para enfrentar esse governo que vai estar desgastado, cansado, porque perdeu a capacidade de transformar. E se contenta, hoje, em ter um projeto de poder que é um vale tudo”, completou.

Aécio procurou até mesmo afagar o ex-governador José Serra, principal ausência tucana no encontro. “Sempre haverá um espaço de destaque para o governador Serra.” O senador afirmou ainda que as candidaturas de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (sem partido) trazem conteúdo e são bem-vindas. “Mas nosso campo é mais confortável, porque sabemos o que queremos: somos oposição à ineficiência, que é a principal marca desse governo.”

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Aécio Neves 2014: governador Geraldo Alckimin e o senador Aloysio Nunes Ferreira fortalecem unidade do PSDB paulista.

Aécio Neves 2014: Presidente do PSDB

Fonte: O Globo

Alckmin declara apoio à candidatura de Aécio Neves para presidente nacional do PSDB

Em discurso, Aécio diz que o PSDB está “aquecendo os motores” para a disputa no ano que vem

Aécio Neves PSDB 2014

Aécio Neves 2014: governador Geraldo Alckimin e o senador Aloysio Nunes Ferreira fortalecem unidade do PSDB paulista.

SÃO PAULO — Depois de muita turbulência dentro do próprio partido nas últimas semanas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve nesta segunda-feira sua candidatura a presidente nacional do PSDB ungida num evento em São Paulo que reuniu as principais lideranças tucanas paulistas, com exceção do ex-governador José Serra.

Aécio estava na capital paulista desde o fim de semana para costurar um consenso em torno de seu nome. A primeira manifestação de apoio dos paulistas ao nome de Aécio para o comando do PSDB veio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que, ao lado de Serra, era uma das resistências ao plano do mineiro. Em seu discurso, Aécio se comparou ao avô, Tancredo Neves, fez afagos ao PSDB paulista, duras críticas ao PT e defendeu as bandeiras da gestão Fernando Henrique Cardoso.

– O que eu sinto no PSDB é que você, Aécio, assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale com o povo e una o partido – afirmou Alckmin logo no início do seminário do PSDB em São Paulo.

As declarações de apoio ao mineiro para a presidência do PSDB vieram até mesmo de aliados de Serra, que disputa forças com o senador por espaço no comando da sigla.

– Meu querido Aécio, o nosso partido está com os olhos voltados para você. Você tem habilidade, talento, liderança e prestígio. Cabe a você trabalhar agora para que cheguemos em maio com o partido unido – disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Cobrar unidade do partido com vistas a eleição de 2014 foi a tônica do discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele destacou é a hora do PSDB ser um “partido diversificado” e não “só paulista”.

– O Aécio Neves vai nos levar à condução do partido de tal maneira que esse partido se sinta um só. Nós não podemos perder ninguém. Queremos mais gente no partido e, se for aliados, melhor. Mas aliados com ideia que coincidem e não aliados pelo bolso – pregou FH.

Em meio ao discurso de unidade, a ausência de Serra no ato causou desconforto e teve que ser explicada mais de uma vez. FH chegou a dizer que estava no evento em São Paulo representando o ex-governador, que está desde sábado no exterior e somente deve retornar ao Brasil no fim desta semana.

– Não há ausência. A presença dele está implícita. Ele compareceu a uma homenagem de um grande amigo meu que morreu em Princeton – disse o ex-presidente.

Ele voltou a insistir na solução de um antigo ponto fraco do PSDB, segundo os próprios tucanos: a falta de diálogo com a sociedade. Para ele, o partido precisa de um “banho de povo”.

– É preciso ter o sentimento das ruas. A nossa mensagem tem que ser simples e direta. O PSDB precisa de um banho de povo. Nós precisamos é de povo.

O mineiro retribuiu as declarações de apoio com afagos às lideranças locais do PSDB.

– O PSDB deve tudo a São Paulo. Foi aqui que surgiram as lideranças que nos estimularam – disse o senador.

Após a cerimônia, o mineiro disse que tem “respeito enorme” pelo ex-governador Serra e disse que tem “absoluta convicção” de que ele estará ao lado do PSDB em 2014.

– Eu tenho certeza que haverá sempre um papel de destaque para o José Serra sempre que ele quiser.

No discurso, deu o tom do que está por vir na disputa em 2014.

– O PT há muito tempo abdicou de um projeto de país. Nós estamos vendo um vale-tudo e, no debate em qualquer campo, nós temos como responder. No social, temos que lembrar do Plano Real, que tirou o peso da inflação de milhares de pessoas. E o atual governo se esquece que o DNA dos atuais programas sociais vieram do governo anterior (…) Não me assusta a popularidade da Dilma.

Aécio disse ainda que o partido está “aquecendo os motores” para 2014, prometeu à militância percorrer o Brasil e disse não temer a popularidade da presidente Dilma Rousseff.

– Contem comigo. Percorrei o Brasil de cabeça erguida. Rumo à vitória (…) Não me assusta os índices de aprovação da presidente nas pesquisas eleitorais.

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Aécio: Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o país talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB.

Aécio critica pibinho do Governo Dilma

Fonte: UOL Notícias

Aécio diz que estamos no “rumo errado” quanto ao PIB; Temer diz que número pequeno não deve impressionar

 Pibinho: “estamos no rumo errado”, disse Aécio

A divulgação, sexta-feira (1º), do crescimento de 0,9% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano de 2012 gerou repercussão entre políticos da base governista e da oposição. A alta foi a pior registrada no país desde 2009.

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou hoje que “não devemos nos impressionar com um PIB pequeno“. Segundo Temer, apesar de o PIB ter ficado abaixo das expectativas em 2012, a perspectiva de crescimento para 2013 está mantida, com ações governamentais neste sentido.

O senador Renan Calheiros também comentou o crescimento econômico de apenas 0,9% em 2012, inferior ao resultado registrado em 2011. “A expectativa não era essa; funciona como um alerta”, afirmou Calheiros. Ele atribuiu o resultado ao “mundo em crise” e disse que o Congresso Nacional vai “colaborar” para o crescimento do PIB em 2013, votando projetos para novos investimentos públicos e privados.

“Pibinho”

senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato a presidente em 2014, criticou o resultado econômico. “Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o país talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB anunciado há pouco pelo IBGE. Tivesse o governo do PT tomado melhor pé da situação já no decorrer de 2012, é possível que nossa economia não tivesse tido desempenho tão negativo quanto o crescimento de 0,9% conhecido nesta manhã. Tempo perdido não se recupera”, afirmou. “Estamos no rumo errado”, concluiu.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou o chamado “pibinho“. “‘Pibinho‘ é muito grave porque é o índice de desenvolvimento que mostra que não há desenvolvimento no Brasil, que as políticas econômicas do governo fracassaram, abaixo das previsões do próprio governo e abaixo da previsão do crescimento de todos os países da América Latina, com exceção do Paraguai, afirmou.

Aloysio Nunes disse ainda que a soma do baixo PIB com o aumento da inflação torna-se mais preocupante. Para o senador, o motivo principal não é a crise internacional, mas a falta de políticas internas eficazes para fazer o país crescer e controlar a inflação. ”Os Estados Unidos cresceram mais que o Brasil; o Japão, que há muito tempo se arrastava com índices baixíssimos, cresceu mais que o Brasil. A crise internacional afeta também o Chile, que cresceu mais que o Brasil. A Venezuela, que está sem governo, cresceu mais que o Brasil. De modo que não é a crise internacional. Evidentemente [que a crise] tem o seu efeito, mas é preciso cuidarmos da crise brasileira.”

O senador José Agripino (DEM-RN) disse que “o pífio resultado do PIB reforça a tese de que o caminho perseguido pelo governo está equivocado e precisa ser mudado. O governo continua longe de formular políticas de longo alcance para elevar a competitividade nacional e permitir um crescimento mais vigoroso por vários anos”.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), o crescimento do PIB em 2012 mostra que o governo está “desnorteado na condução da política econômica”. “De nada adiantou o governo estimar um crescimento de 4,5% para 2012, se o que se confirmou foi um desempenho sofrível. Isso só demonstra que os responsáveis pela política econômica do governo não têm certeza do que está acontecendo de fato na economia. O país precisa de menos discurso e mais ações efetivas”, disse.

*Com informações da Agência Senado

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Aecio Neves: senador fala do legado de Ulysses: fortalecimento das instituições, adensamento da democracia e compromisso com a Federação.

Aecio Neves: artigo

 Aecio Neves: em artigo lembra as lições de Ulysses

Aecio Neves: artigoTancredo Neves e Ulysses Guimarães na votação da Emenda Dante de Oliveira Luiz Antonio / Agência O Globo

Fonte: Folha de S.Paulo

Ulysses

Aecio NevesOs brasileiros lembram neste mês, com reverência, os 20 anos do desaparecimento de Ulysses Guimarães. Ele foi e será sempre símbolo da luta pela democracia e pela justiça social, que encontra sua melhor tradução na Constituição.

Guardamos para sempre sua imagem histórica erguendo o primeiro exemplar e anunciando a “Constituição Cidadã“, trazendo luz ao país após um longo período de sombras.

Ulysses conviveu com uma singular geração de homens públicos. De Tancredo, como dizia Tales Ramalho, era parceiro em uma dança da qual só eles conheciam os passos. Os dois lideraram alas distintas da oposição e agiam de forma complementar, ciosos da necessidade de manter a coesão em torno do fundamental desafio daquele tempo: vencer o regime de exceção. São dois grandes exemplos da dimensão ética e transformadora que a ação política pode ter.

Eram líderes leais ao Brasil, honravam a palavra dada e colocavam sempre o interesse do país cima de quaisquer outros.

Permitiu o destino que, anos depois, eu me sentasse na cadeira de Ulysses, na Presidência da Câmara dos Deputados, e não foram poucas as vezes em que, para tomar decisões complexas, me inspirei no velho timoneiro. Foi nesse período que, com o apoio de diferentes forças políticas, acabamos com a imunidade parlamentar para crimes comuns e criamos na Câmara o conjunto de medidas que ficou conhecido como Pacote Ético.

Dr. Ulysses e sua geração nos deixaram um denso legado. A defesa das razões de Estado, o fortalecimento das instituições, o adensamento da democracia e o compromisso com a Federação criaram uma realidade nova e permitiram que mais adiante pudéssemos continuar avançando com a estabilidade econômica e a inclusão social de milhões de brasileiros.

Lamentavelmente perdemos essa ideia-força – o sentido da construção nacional como tarefa coletiva e dever de todos. Acabamos reféns de um modelo que substituiu o projeto de país por um projeto de poder. As grandes reformas foram abandonadas. As pontes construídas no passado em torno das causas nacionais sucumbiram a um ciclo de governo que apequenou-se e tenta reescrever a história de forma quase messiânica, como se o Brasil do nosso tempo fosse obra de poucos e tivesse sido fundado ontem. Não foi.

Por tudo isso, é importante que as novas gerações conheçam as convicções, o espírito público e a grande generosidade com que o doutor Ulysses sempre trabalhou pelo Brasil. E reconheçamos aqueles que, com coragem, lucidez e coerência, nos ensinaram que é possível sempre semear um novo país. A memória pode ser um eficaz antídoto à descrença e ao desalento que vemos hoje nos brasileiros em relação à política.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aecio Neves: artigo – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/73352-ulysses.shtml

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Eleições 2014: de olho na sucessão de Dilma, governador de pernambucano colhe vitórias expressivas

Eduardo Campos avisa: “PSB está no jogo”

Fonte: Autor(es): JOÃO VALADARES Correio Braziliense

De olho na sucessão de Dilma, Eduardo Campos avisa: "PSB está no jogo"

De olho na sucessão de Dilma, governador pernambucano colhe vitórias expressivas, vê PSB crescer e mantém boas relações políticas

Testado e aprovado pelas urnas após o primeiro turno das eleições municipais, com o crescimento do PSB em Pernambuco, no Nordeste e no Brasil, o governador Eduardo Campos, em meio à festa da vitória, deixou uma frase no ar: “Em 2014, o PSB está no jogo.” Mas qual o real tamanho do poderio do pernambucano? Cientistas políticos ouvidos pelo Correio atestam que, atualmente, Campos tem apenas um protagonismo político consolidado no quintal de casa. É como se ele ainda caminhasse num estrada de terra. Para pavimentar o caminho, é preciso muito mais.

O cientista político da PUC de São Paulo Rafael Cortez avalia que o segundo turno em São Paulo é uma oportunidade para o governador aumentar sua popularidade. “Ele pode se expor para aumentar o seu capital político. É uma possibilidade de ser mais conhecido fora da sua região”. Os movimentos ousados de Eduardo Campos no Recife, como se aliar a um inimigo político histórico, o senador do PMDB Jarbas Vasconcelos, para acabar com a hegemonia de 12 anos do PT na cidade, deixam lideranças petistas desconfiadas.

Reservadamente, alertam que é preciso cautela quando se trata de Eduardo Campos. “Entendemos que o quadro do Recife é pontual, no entanto, não podemos encher muito o balão dele. Os movimentos do governador recomendam prudência. Sabe aquela história da cobra? Você a alimenta e, no final, é picado por ela. Ele ainda não tem uma imagem consolidada no Brasil e sabe que uma das formas de se colocar nacionalmente é subindo nas costas do nosso partido”, ironizou um desses interlocutores do PT.

Túlio Velho Barreto, cientista político da Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco, discorda e argumenta que a base do governador para o salto maior é bastante sólida. “Dos 184 prefeitos do estado, 170 são de partidos da base de apoio do governador. Ele tem uma aprovação superior a 80%.” O acadêmico alega que há outro ponto positivo que aumenta a munição eleitoral de Campos para um voo mais alto. “Ele é presidente nacional do PSB. O capital político que acumula em razão disso chama a atenção.”

Outro fator destacado para aumentar a estatura política do governador é o trânsito livre em vários campos políticos. “No PT, tem uma relação consolidada com Lula e Dilma. No PSDB, há um diálogo bastante natural com o senador Aécio Neves. No PMDB, se aliou a uma figura de destaque nacional, que é o senador Jarbas Vasconcelos. Essas relações o cacifam”, analisa Túlio.

Elogios a FHC
Ontem, um dia após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) defender a importância da aproximação dos tucanos com os socialistas, Eduardo devolveu o elogio. “(FHC) deixou um legado que foi importante para o Brasil, inclusive para o êxito do governo Lula.” Mas ressalvou que as divergências entre tucanos e socialistas são conhecidas e que não é hora de discutir 2014. “Nenhum partido deve fazer isso agora.”

Na mesma entrevista, dada na sede provisória do governo do estado, Eduardo Campos avaliou que o resultado das eleições de ontem mostrou que a polarização entre PT e PSDB “está superada”.

A força eleitoral do governador de Pernambuco, até o momento, é quantificada no Recife. Lá, conseguiu eleger o candidato Geraldo Julio (PSB) — até então um ilustre desconhecido — no primeiro turno. Mostrou muita força ao “levar no colo” um candidato que nunca havia disputado uma eleição. Geraldo Julio entrou na disputa com apenas 4% das intenções de voto e conseguiu se eleger com maioria absoluta de 51,15% dos votos.

“Em suas declarações antes do pleito, o governador sempre dizia que o PT iria apontar o candidato para disputar a eleição no Recife. Pouco antes das convenções, ele lançou uma candidatura. É por isso que, se em 2014 Dilma não estiver bem avaliada ou a economia brasileira estiver atravessando um mau momento, não será surpresa a candidatura dele”, comentou Túlio Barreto.

O deputado petista Paulo Teixeira minimizou a possibilidade de Eduardo Campos usar o segundo turno das eleições em São Paulo como uma vitrine da própria candidatura para a Presidência da República. “Acho que o Eduardo estará conosco em 2014. Ele tem dito isso. O jogo é a Dilma”, cravou o deputado.

Crescimento do PSB
Número de prefeitos 2008 2012

Brasil 310 434
Nordeste 205 262
Pernambuco 50 58

“No PT, tem uma relação consolidada com Lula e Dilma. No PSDB, dialoga com Aécio Neves. No PMDB, se aliou a uma figura de destaque, o senador Jarbas Vasconcelos. Essas relações o cacifam”
Túlio Velho Barreto, cientista político da Fundação Joaquim Nabuco

“(FHC) deixou um legado que foi importante para o Brasil, inclusive para o êxito do governo Lula”

Eduardo Campos,governador de Pernambuco

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Aécio: Com o esgotamento das medidas emergenciais – não funcionou a oferta de crédito, queda das taxas de juros e benemerências fiscais.

Aécio: eleições 2012 e economia

 Aécio: as eleições e o desempenho da economia

Aécio: eleições e economia – hora das reformas. Foto G1

Fonte: Folha de S.Paulo

AÉCIO NEVES

Eleições e economia

As eleições realizadas ontem, em primeiro turno, e as últimas notícias sobre o desempenho da economia dominam, neste momento, o interesse dos brasileiros em razão das repercussões que têm sobre a vida nacional.

Pelo voto livre e soberano, o pleito reafirma a força da nossa democracia, expressa no encontro de milhares de candidatos e de milhões de eleitores nas urnas dos mais de 5.000 municípios brasileiros e no amplo debate sobre os problemas nacionais que incidem de forma aguda na realidade das nossas cidades: corrupção, gestão precária, saúde ruim, educação sem qualidade, o avanço da violência e os crescentes desafios na área da mobilidade urbana.

Na economia, relatório divulgado pela Cepal aponta que o Brasil crescerá apenas 1,6% neste ano. É o segundo pior resultado entre os 20 países analisados da América Latina e do Caribe, superior apenas ao do Paraguai e atrás de Panamá, Haiti, Peru, México, Costa Rica e Bolívia.

Referendado também por órgãos do próprio governo, como o Banco Central, o resultado desmente as previsões fantasiosas com as quais o governo tentou falsear a realidade.

O número da Cepal já havia sido antecipado por instituições financeiras internacionais e, à época, foi classificado como “piada” por nossas autoridades econômicas, que passaram o ano anunciando crescimento em patamar muito superior. Vê-se agora, de fato, com quem estava a realidade, neste lamentável espetáculo do PIB em queda livre.

Mesmo com tantas evidências, o governo insiste em debitar na conta de outros países a responsabilidade exclusiva sobre o problema, em vez de fazer o seu próprio dever de casa. Ao agir assim, cumpre agenda que atende outros interesses, sem se preocupar com os efeitos deletérios dessa estratégia, que condena o país a um crescimento medíocre, como nos dois últimos anos, e põe em risco a perspectiva brasileira como nação emergente.

Com o esgotamento das medidas emergenciais para tentar salvar o ano eleitoral – e a constatação de que não funcionou, como antes, o tripé oferta de crédito, queda das taxas de juros e benemerências fiscais a setores produtivos-, resta-nos voltar à cobrança das reformas ainda por fazer, único caminho para assegurar competitividade à economia e recolocar o país no rumo de um crescimento sustentado e duradouro.

Ao fim do ano eleitoral, o governo terá de se haver com os antigos desafios que se agravaram sem resposta: o peso dos impostos, o excesso de burocracia, juros ainda nas alturas, legislação trabalhista do século passado, inércia e incompetência para desatar o nó da infraestrutura, entre tantos outros que entravam o desenvolvimento nacional.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio: eleições 2012 e economia – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/70774-eleicoes-e-economia.shtml

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