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Gestão deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo

A 2,5 anos da Copa, aeroportos operam acima da capacidade

Investimento da estatal Infraero bateu recorde no ano passado, mas não deu conta do aumento da demanda

Viracopos (Campinas) foi a unidade que mais cresceu no ano passado, com um movimento quase 40% maior

No primeiro ano do governo Dilma, o investimento da Infraero foi recorde (R$ 1,145 bilhão), mas não foi suficiente para desafogar os aeroportos mais congestionados.

Em 6 dos 16 aeroportos tidos como prioritários para a Copa de 2014, a demanda ficou acima da capacidade: Campinas, Guarulhos, Congonhas, Santos Dumont, Brasília e Cuiabá.

Em julho, quando fez uma atualização de capacidade, incorporando novos investimentos e cálculos, a Infraero contava quatro aeroportos acima do limite. Entraram Santos Dumont e Campinas.

Juntos, esses seis aeroportos operam com um excesso de capacidade de 12 milhões de passageiros -equivalente à capacidade de Congonhas.

Viracopos, em Campinas, foi o que mais cresceu em 2011. Com alta de 38,9%, alcançou 7,54 milhões de passageiros. O aeroporto começou o ano com capacidade para 3,5 milhões de viajantes e terminou com 6,8 milhões.

Além de uma mudança no cálculo e outras melhorias, Viracopos ganhou um terminal provisório de R$ 5,5 milhões. Apesar de quase duplicar a capacidade, a demanda ainda foi 11% superior.

Santos Dumont fechou 2011 com alta de 9%, com 8,52 milhões de viajantes. A capacidade de 8,5 milhões não teve alteração ao longo do ano.

BEM ALÉM

Maior do país, o aeroporto de Guarulhos cresceu 11,6%, alcançando 29,9 milhões de passageiros -20,34% acima da capacidade.

No início do ano, os Terminais 1 e 2 de Guarulhos comportavam 20,5 milhões de passageiros. Com a inauguração de uma sala de embarque remota (que está subutilizada), novas posições de passaporte e de raio-X, entre outras melhorias, a capacidade subiu para 24,9 milhões.

A inauguração do Terminal 4, programada para novembro de 2011, ficou para fevereiro. O terminal vai ampliar a capacidade do aeroporto em mais 5,5 milhões.

Com 31,4 milhões de capacidade, se o crescimento de 2011 se repetir em 2012, o aeroporto continuará operando acima do limite.

Nos casos de Guarulhos, Campinas e Brasília, adequar a infraestrutura à demanda e à projeção de crescimento para a Copa caberá ao consórcio que vencer o leilão de concessão, em 6 de fevereiro.

Os aeroportos de Vitória (ES), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) também foram contemplados com módulos provisórios. Em Cuiabá, único dos três que servirá a Copa, o investimento foi insuficiente. A capacidade cresceu 26,31%, para 2,4 milhões (26,31%), enquanto a demanda subiu 19,54%, para 2,551 milhões.

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Arquitetura colonial, grutas, arte contemporânea, estâncias hidrominerais

Fonte: Estado de Minas

Minas terá mais cidades divulgadas na Copa

Arquitetura colonial, grutas, arte contemporânea, estâncias hidrominerais e muitos outros atrativos. Minas abre suas portas para os turistas e já se destaca, de antemão, como destino prioritário dos estrangeiros durante a Copa 2014. O estado tem o maior número de municípios definidos pelo Ministério do Turismo (Mtur) como preferenciais nas ações de promoção oficial aos visitantes. Isso significa que, de 184 destinos próximos das 12 cidades-sede selecionados pelo órgão, 22 são mineiros. Na lista, estão Brumadinho (Inhotim), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Tiradentes, no Campo das Vertentes, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, Caxambu, no Sul, e Araxá, no Alto Paranaíba.

A posição de Minas agradou ao secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, para quem o bom resultado é fruto de estratégia de planejamento e gestão do governo. Ele destaca que vêm sendo adotadas ações, com antecedência, para estruturação dos destinos, o que contribui para aumento da competitividade nos mercados nacional e internacional. E citou, como principais, a qualificação profissional, sinalização nas cidades e conscientização da população.

“O primeiro lugar nos surpreendeu, pois estamos na frente de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário, ressaltando que o turista deverá visitar, em média, três cidades além do destino escolhido para acompanhar os jogos. “Para atender à demanda, estamos trabalhando com os receptivos mineiros roteiros prioritários para a Copa para que os visitantes conheçam os atrativos e aumentem a sua permanência no estado”, explica. Para o secretário, tantos destinos indicados em Minas é a comprovação da pluralidade cultural e natural de Minas: “A Pesquisa de Demanda Internacional no Brasil, divulgada pelo MTur em 2010, mostrou que 32,7% dos turistas que viajam a lazer procuram atrativos de natureza, ecoturismo e aventura e, 18%, cultura”.

Seleção O Mtur selecionou 88 produtos e 184 destinos brasileiros em municípios distantes até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) dos campos do Mundial. A ideia, segundo os técnicos, é incentivar o visitante a conhecer os atrativos localizados no entorno das sedes, aumentando o fluxo turístico, distribuição de renda e geração de emprego. Pela estimativa oficial, o Brasil vai registrar 7,8 milhões de viagens domésticas no período.

O estudo começou há três meses, quando técnicos do MTur e do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) promoveram uma oficina de trabalho para definir a matriz de seleção dos destinos e produtos. Os municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e no destaque da promoção oficial e, entre campanhas e convênios, o ministério estima investir R$ 70,5 milhões em 2012.

Para a promoção internacional do turismo brasileiro, a expectativa é a de que a Embratur invista R$ 139 milhões. Os destinos foram escolhidos pelo MTur seguindo o critério de distância de até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) das cidades-sede (Belo Horizonte) do Mundial. Em Minas Gerais, foram selecionados:

3 milhões
de brasileiros e 600 mil estrangeiros deverão circular pelo país no mês da Copa

CIDADES INDICADAS

No raio de 50 km
Mariana, Sabará e Brumadinho (Inhotim)

Até 150 km
Ouro Preto, Congonhas, Lagoa Santa, Sete Lagoas e Cordisburgo

Até 300 km
Tiradentes, São João del-Rei, Prados, Coronel Xavier Chaves, Resende Costa, Lagoa Dourada, Diamantina e Serro

Acima de 300 km
Caxambu, São Lourenço, Lambari, Três Corações e Araxá

Começou, nesta segunda-feira (9), a 3ª olimpíada do Projeto SuperAÇÃO. Até o dia 27 de janeiro, cerca de 250 adolescentes de dez unidades socioeducativas de Minas Gerais irão disputar as modalidades de xadrez, tênis de mesa, peteca, vôlei, handebol e futsal, que contarão pontos para a classificação da unidade campeã. As Olimpíadas são organizadas pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio da Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase), em parceria com a Organização Civil de Interesse Público (Oscip) “De Peito Aberto”.

A abertura do evento foi realizada no Centro Socioeducativo de Justinópolis (Cseju), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além da presença de representantes de todas as delegações, houve apresentações de basquete de rua, promovida pela Central Única das Favelas (Cufa), e de hip hop, pelos adolescentes do Centro Socioeducativo Santa Helena e pelos jovens da oficina de música do Cseju.

A superintendente de Gestão das Medidas de Privação de Liberdade da Suase, Elaine Rocha Maciel, destacou a importância de sistematizar o trabalho esportivo dentro das unidades e de trabalhar, entre outros aspectos, a integração promovida pelo esporte.

Um adolescente de 18 anos do Cseju está participando das olimpíadas pela primeira vez e foi escolhido para fazer o juramento dos atletas. Ele conta que não imaginou que teria esse tipo de atividade dentro da unidade socioeducativa. “É a oportunidade de mostrar nosso desempenho. Acho que me viram como um adolescente exemplar, que tem comprometimento com a medida”, disse. O atleta irá jogar tênis de mesa e definiu qual é, para ele, a receita da vitória: “concentrar e dar o melhor de si”.

Oficinas

As olimpíadas são realizadas, anualmente, como uma forma de concluir as oficinas esportivas realizadas durante todo o ano anterior nas unidades socioeducativas. Esse trabalho é realizado pela Oscip “De Peito Aberto” desde 2009, quando foi firmado convênio com o Estado. Somente no ano passado, cerca de 450 adolescentes participaram das aulas de natação, handebol, vôlei, basquete e circuito de força (com aparelhos de musculação), além de futebol, judô e ginástica.

“O projeto SuperAÇÃO garante o direito às atividades esportivas, um eixo importante da medida socioeducativa, que está preconizado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em 2010, tivemos as primeiras olimpíadas, com foco no futsal. Em 2011, inserimos outras modalidades e agora, em 2012, houve um reforço muito grande no ensinamento da técnica de outros esportes. Além da técnica, queremos também o ensinamento das regras, a ganhar, a perder, a competir”, afirmou a diretora de Formação Educacional e Profissional da Suase, Érika Vinhal.

Um adolescente de 18 anos, que está acautelado no Centro Socioeducativo de Sete Lagoas (CSESL), não imaginava que era durante o cumprimento da medida que ele retomaria os primeiros passos para realizar o sonho de se tornar jogador de futebol. O garoto, que se destacava durante as práticas esportivas dentro da unidade e foi artilheiro das Olimpíadas do projeto SuperAção no ano de 2011, das quais participam equipes de todos os centros socioeducativos de Belo Horizonte e Região Metropolitana, faz parte da equipe júnior do Democrata Futebol Clube e, como todos os outros jogadores, treina diariamente, com segurança e disciplina.

“Jogo bola desde pequeno, meu sonho era ser jogador”, lembra o adolescente. Antes de cumprir medida socioeducativa ele chegou a jogar nas equipes juvenis de dois times grandes, mas acabou recuando. “Comecei a me envolver com coisa errada e fui afastando, não dava mais importância pra isso. Depois, o agente foi atrás dessa oportunidade para mim. Eu não imaginava que isso poderia acontecer”, comemora.

De acordo com a diretora geral do Centro, Ludmila Coelho Diniz, o agente socioeducativo Wesley Martins viu que era importante resgatar a ligação do adolescente com o esporte e o levou para fazer um treino na equipe setelagoana. “Não é só pelo talento, mas porque o esporte é uma saída pra ele. Ele já coloca a atividade como uma oportunidade super importante que está tendo aqui dentro, que pode realmente mudar a vida dele”, disse a diretora.

Mudanças

O adolescente ainda não disputou nenhuma partida pelo Democrata, pois o Campeonato Mineiro de Juniores já estava em curso quando ele começou a treinar, mas vai ao campo assistir aos jogos e torcer pelo time. “Fico ansioso para começar a jogar e ajudar o time”, disse.

Enquanto os jogos não vêm, os treinamentos seguem a todo vapor, de segunda a sexta-feira e trazem progressos indiscutíveis ao adolescente que, além de se considerar muito mais “enturmado” agora, pouco mais de quatro meses após o início dos treinos, enumera outros benefícios da nova atividade. “Aqui eu vou fazer novas amizades, esquecer da rua e do que eu já aprontei. Também vou mostrar para os meus colegas que não é porque eu estou preso que tudo acabou”, disse.

Quando terminar o cumprimento da medida, o garoto não sabe exatamente qual será o seu percurso, mas sabe exatamente para onde não vai voltar. “Esporte e crime são duas coisas totalmente diferentes, não funcionam juntas. Quando sair, quero continuar no futebol para ver até onde vai, mas se não der certo, arrumo um serviço. Não posso desistir. Estar longe de tudo pelo que já passei é uma grande vitória”, ensina.

O Estádio Joaquim Henrique Nogueira/Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, foi o segundo estádio no país que mais recebeu partidas oficiais de futebol este ano. O clássico entre Cruzeiro e Atlético, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, foi a 79ª partida disputada na Arena, número inferior apenas aos 97 jogos disputados no Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro.

Confirmando a destinação do espaço administrado pela Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais (Ademg), que se tornou a principal casa do futebol mineiro, a Arena recebeu 27 partidas pelo Campeonato Mineiro Módulo I e Segunda Divisão, quatro pela Copa Libertadores da América, 45 pelo Campeonato Brasileiro, duas da Copa do Brasil e um amistoso. Foram marcados 262 gols, média de 3.31 por partida.

Nas 79 partidas disputadas, 596.325 torcedores pagaram ingressos para acompanharem as partidas de América, Atlético, Cruzeiro e Democrata. Durante a temporada de 2011 a Arena do Jacaré teve uma ocupação superior a 60% em 24 partidas.

Na reta final do Campeonato Brasileiro, o recorde de público foi batido de forma consecutiva nas três últimas rodadas da competição. Na 36ª rodada, 18.139 torcedores assistiram a Cruzeiro x Atlético (PR), superando as 17.729 pessoas que acompanharam Atlético x Cruzeiro, na primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro. Na rodada seguinte, 18.281 torcedores foram à Arena para Atlético x Botafogo e, na última rodada, 18.500 viram o clássico entre Atlético x Cruzeiro.

Gramado

O gramado da Arena do Jacaré resistiu de forma satisfatória à carga de partidas deste ano. “Tivemos problemas apenas em outubro, quando a carga de 16 jogos e uma forte chuva causaram falhas nas grandes áreas, pontos mais pisados durante uma partida”, afirmou o gerente do Núcleo do Estádio Joaquim Henrique Nogueira, Feliciano Alves.

A Ademg começará, na próxima semana, o tratamento do gramado da Arena visando a temporada de futebol 2012. O estádio continuará como alternativa para os clubes da capital mandar suas partidas nas principais competições do futebol nacional.

A delegação mineira que participa do módulo II das Olimpíadas Escolares em Curitiba, no Paraná, já conquistou nove medalhas: quatro de ouro, duas de prata e três de bronze. No atletismo, nas provas disputadas no domingo (4), Nelson Henrique Gonçalves Fernandes, do Centro Educacional Genny Gomes, de Caxambu, conquistou medalha de ouro no arremesso de peso. A segunda medalha dourada do dia veio na prova dos 110 metros com barreiras, com Althieres dos Santos, da Escola Estadual Cristiano de Sousa, de Lavras. Althieres voltou a conquistar o ouro na prova combinada de octatlo, no período da tarde.

Ainda no domingo, no taekwon-do, a atleta Ludmila Lima, da Escola Estadual Governador Valadares, de Ubá, venceu o Rio de Janeiro na semifinal, mas devido a uma contusão no braço esquerdo, ficou impossibilitada de disputar o ouro contra a atleta de São Paulo, conquistando a prata. A atleta Cecília Karolline Guimarães Prado, da Escola Estadual Neuza de Rezende de Uberlândia, ficou com o bronze no lançamento de disco; e a judoca Marylane Siqueira Narciso, da Escola Municipal Mello Teixeira, ficou com a terceira colocação na categoria super-ligeiro.

No sábado (3), primeiro dia de competições, a delegação mineira já havia conquistado três medalhas: uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. A primeira medalhista foi Giovana Silvério da Silva, do Inei COC, de Uberlândia, no judô, categoria meio-pesado. No taekwondo, modalidade disputada na competição pela primeira vez por atletas mineiros, Alline Resende Almeida Lima foi campeã na categoria leve. A medalhista mineira é aluna do SESI Barbacena e atleta do Programa Minas Olímpica Oficina de Esportes. No judô, no confronto contra Santa Catarina, Gustavo Henrique Silva de Assis faturou a medalha de prata.

Além das medalhas

Mesmo que não retorne a Minas Gerais com a conquista de medalha, a atleta do tênis de mesa Débora Dalva Oliveira da Silva, do Centro Esportivo de Educação Celso de Moura Leite, de Alfenas, terá muita história para contar. Estreante nas Olimpíadas Escolares, Débora Silva teve a oportunidade de estar frente a frente com o decacampeão panamericano Hugo Hoyama, um dos embaixadores das Olimpíadas Escolares, disputada por atletas de 15 a 17 anos.

Débora confessou que jamais passou pela cabeça dela estar tão próxima de um atleta do nível de Hugo. Hoyama “Jamais esperava ter uma oportunidade como essa. Nem sabia que ele estaria aqui. Independente dos meus resultados aqui, poder jogar um pouquinho com o Hugo Hoyama já foi um grande prêmio, afirmou a atleta.

O clássico entre Cruzeiro e Atlético deste domingo (4), às 17h, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, será a última partida profissional do ano no Estádio Joaquim Henrique Nogueira / Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O principal estádio do futebol mineiro encerrará o ano com 79 partidas profissionais disputadas de janeiro a dezembro, válidas pelos Campeonatos Mineiro e Brasileiro, Copa do Brasil, Taça Libertadores da América e amistosos.

O clássico será disputado apenas com torcedores do Cruzeiro na Arena mas, com o clima decisivo da partida, aAdministração de Estádios do Estado de Minas Gerais (Ademg)Polícia MilitarPolícia CivilCorpo de Bombeiros, clubes e Federação Mineira de Futebol adotaram medidas especiais para garantir a tranquilidade do torcedor. Mais de 300 policiais militares farão a segurança nas imediações e dentro da Arena do Jacaré desde as primeiras horas do domingo. O sistema de segurança contará, ainda, com 54 bombeiros militares e a delegacia e o Juizado Especial Criminal (Jecrim) funcionarão antes, durante e após a partida.

Como os ingressos para a partida estão esgotados, a Polícia Militar orienta aos torcedores a não comprar bilhetes oferecidos por “cambistas”. Não será permitirá a entrada de torcedores do Atlético no estádio e, caso seja detectada a presença de atleticanos na Arena, a PM informa que fará a prisão desse torcedor, por incitação à violência.

A Ademg reforçará a segurança patrimonial da Arena do Jacaré a partir desta sexta-feira (2), para evitar possível depredação e a Polícia Militar fará ronda permanente nas ruas próximas ao estádio. O gerente do Núcleo da Arena do Jacaré, Feliciano Alves, detalha outra medida de segurança para a partida de domingo. “Definimos com o Cruzeiro e Polícia Militar que os torcedores da tribuna não poderão deixar o estádio após a partida pelo Hall Principal, como ocorreu nas outras partidas. A saída desses torcedores será feita pelo portão 4”, informa.

Cruzeiro e Atlético se enfrentarão pela sexta vez em Sete Lagoas. A Arena do Jacaré é o estádio do interior de Minas Gerais que mais recebeu o principal clássico do futebol mineiro. Nas cinco partidas anteriores foram três vitórias do Cruzeiro e duas do Atlético.

Sem Gestão, Gestão Deficiente, Desperdício de dinheiro público

Fonte: Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo 

Poder público perde controle e obras da Copa já estão R$ 2 bilhões mais caras

Pressão política que levou à alteração de parecer no Ministério das Cidades é exemplo da elevação

A fraude no Ministério das Cidades que abriu caminho para a aprovação do projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá, R$ 700 milhões mais caro que o original, é apenas um dos exemplos de como o custo das obras da Copa do Mundo escapou do controle público. No que diz respeito à mobilidade urbana, os gastos totais aumentaram R$ 760 milhões, quando comparada a atual estimativa à previsão inicial de janeiro de 2010. O caso de Cuiabá foi revelado pelo Estado na última quinta-feira.

Levando-se em conta a alteração orçamentária dos estádios, o aumento total das obras da Copa supera R$ 2 bilhões.

A mudança de planos em Cuiabá atendeu aos apelos do governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB). Além de Cuiabá, houve aumento de preço nas obras de mobilidade urbana em outras cinco cidades: Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

Em Belo Horizonte, o BRT da avenida Cristiano Machado saltou de R$ 51,2 milhões para R$ 135,3 milhões, acréscimo de 164,3%. Em Manaus, o valor global das duas obras previstas – um monotrilho, já criticado pela Controladoria-Geral da União (CGU), e uma linha rápida de ônibus – aumentou 20%.

O prolongamento da Avenida Severo Dullius, em Porto Alegre, ficou 70% mais caro. Todas as cinco obras de mobilidade urbana programadas para Recife encareceram – entre elas, o BRT Leste/Oeste – Ramal Cidade da Copa, que aumentou de R$ 99 milhões para R$ 182,6 milhões (84,40% de diferença). O Corredor Caxangá (Leste/Oeste), por sua vez, agora custa R$ 133,6 milhões, ou 80,54% a mais.

Exceção. Em São Paulo, por outro lado, a obra do monotrilho despencou de R$ 2,8 bilhões para R$ 1,8 bilhão, o que, no conjunto, reduziu o impacto do aumento de preço em outros Estados. Já em Fortaleza não houve mudança nos investimentos. Em Brasília, a variação foi mínima: 4,48%.

O levantamento feito pelo Estado nas obras de mobilidade urbana não considera três capitais – Salvador, Natal e Curitiba -, que não aparecem na última matriz de responsabilidades divulgada pelo governo, em novembro passado. Segundo o Ministério do Esporte, esses projetos ainda estão sob análise.

No universo dos estádios que vão receber jogos da Copa do Mundo, as variações porcentuais foram ainda mais expressivas, devido a aditivos e mudanças nos próprios projetos.

Em vez de reformar o Morumbi por R$ 240 milhões, os organizadores de São Paulo optaram pela construção de uma nova arena, o Itaquerão, que deve custar R$ 820 milhões (+241,6%).

A última cifra do Maracanã é 47,25% – ou R$ 283 milhões – mais alta que a inicialmente prevista, puxada pela mudança de cobertura do estádio.

O custo do Beira Rio, de Porto Alegre, mais que dobro: foi de R$ 130 milhões para R$ 290 milhões. O caso de Brasília é curioso devido à ficção orçamentária: o valor da obra do novo Mané Garrincha caiu de R$ 745,3 milhões para R$ 688,3 milhões. A conta, no entanto, não inclui itens como cobertura, catracas, gramado nem as traves, excluídos do projeto porque serão licitados à parte. Ou seja: o valor final dessa arena é um mistério.

Justificativas. Em resposta ao Estado sobre o estouro de custos nas obras da Copa, o Ministério das Cidades disse que “está em andamento a revisão da matriz de responsabilidades” dos projetos de mobilidade. Afirmou, ainda, que as alterações nos valores das obras devem-se ao “desenvolvimento dos projetos” e ao “detalhamento das desapropriações”.

O BRT Cristiano Machado, em Belo Horizonte, por exemplo, ganhou recursos remanejados de outro projeto, “em função de estudos mais aprofundados, que mostraram a necessidade de mudanças na pavimentação e inclusão de estações de integração”, informou a pasta.

Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej) realiza de 20 a 23 de novembro, no Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte, o 1º Seminário de Qualificação Técnica do Programa Minas Olímpica Oficina de Esportes.

O evento tem por objetivo qualificar os profissionais dos 29 núcleos do Oficina de Esportes, buscando a melhoria nos treinamentos oferecidos aos 1.300 atletas integrantes do programa e o aumento da representatividade de Minas no cenário esportivo nacional e internacional. Com a iniciativa, a secretaria busca a formação das novas gerações para os Jogos Olímpicos de 2016.

Participarão do evento 48 técnicos de futsal, handebol, basquete, vôlei, atletismo, natação, judô e taekwondo dos 29 núcleos do Oficina de Esportes. A Seej selecionou, em entrevistas realizadas nos dias 20, 21 e 24 de outubro, 19 profissionais credenciados para ministrarem a capacitação. Durante o seminário, serão ministradas palestras sobre “Fisiologia do Exercício” e “Utilização do Levantamento de Peso na Preparação Física das Demais Modalidades”; realizadas mesas-redondas sobre “Psicologia do Esporte”, “Tendências Atuais na Metodologia do Treino em Modalidades Coletivas” e “Tendências Atuais na Metodologia do Treino em Modalidades Individuais” e oferecidos cursos de futsal, voleibol, handebol e taekwondo.

O Programa Minas Olímpica Oficina de Esportes é uma ação governamental, que busca o desenvolvimento de atletas e equipes de alto rendimento de diversas modalidades em Minas Gerais.

Bárbara Fidélis, 18 anos, é ex-jogadora do time profissional do Clube Atlético Mineiro. Viviane Aline da Silva, 26 anos, também é do ramo, já esteve, inclusive, no time da Marta, melhor jogadora do mundo, o Santa Cruz, de Recife. Além de ex-jogadoras, as duas hoje têm mais em comum. Optaram por trabalhar justamente na reforma do estádio onde tanto sonharam jogar, o Mineirão. As duas também exercem a mesma função: são apontadoras, ou seja, responsáveis por anotar dados, como produtividade, áreas e horas trabalhadas. Viviane e Bárbara hoje se dedicam a construir o futuro, mas abrem um imenso sorriso ao relembrar o passado.

Viviane começou a jogar bola com 13 anos. “Passei por vários times da cidade, mas o que mais me marcou foi o Santa Cruz. Lá, joguei no mesmo time da Marta, hoje a melhor do mundo”, conta, orgulhosa. Na época, Marta ainda não tinha a fama que tem hoje, mas Viviane não se esquece de quando deu um passe para ela marcar. “Foi uma pintura”, conta. Viviane guarda até hoje uma foto do time, em que aparece com a “melhor do mundo”.

Viviane ‘aposentou as chuteiras’ pois, segundo ela, “a obrigação falou mais alto”. “Precisava pagar as contas, não podia continuar esperando uma chance cair do céu. Quando as coisas apertaram, fui para o mercado de trabalho para garantir o ganha-pão”. Mas, para quem pensa que ela abandonou o futebol, garante: “estou em forma, sou uma atleta e jogo até hoje”. E é verdade: em recente campeonato organizado pelos trabalhadores do Mineirão, Viviane se inscreveu e jogou três partidas. “Fui titular em todas e marquei dois golaços nos meninos”, comemora.

Amistoso

Para aguçar a rivalidade, elas prometem marcar um amistoso, com dois times de operários do Mineirão. Em um estará a cruzeirense que já aprendeu muito com a Marta. No outro, a atleticana, mais jovem e com sede de bola.

Viviane ainda joga nas partidas organizadas pelas amigas nas horas vagas, porque a maior parte do tempo é mesmo na obra do Mineirão. Ela foi contratada como faxineira e em menos de quatro meses já havia sido promovida a apontadora.

Bárbara começou a jogar bola com 14, foi parar no Atlético-MG, onde ficou até os 17, no time principal. Largou as chuteiras para trabalhar com carteira assinada, para garantir renda e ajudar em casa. “Nunca pensei que ajudaria a construir um novo Mineirão, palco do futebol mineiro e agora do mundo… Já vi meu Galo ganhar aqui, arrepio só de lembrar dessa casa cheia. Quem sabe um dia não volto aqui, para jogar lá dentro?”, sonha a atleticana.

Para desempenhar sua função, anda de um lado para o outro pelo canteiro de obras. “Sou uma atleta, não tenho medo de esforço físico”, conta. “Acho que não conseguiria emprego melhor. Só de falar que ajudei a construir um estádio para a Copa do Mundo já é um orgulho”, completa Bárbara, que também batalha para estudar engenharia. “Se desse para conciliar os estudos com o futebol, iria para fora, para jogar para as faculdades no exterior. São muitos obstáculos para mim, que não domino outro idioma, mas que é um sonho, isso é”.

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