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Em política há sempre de se desconfiar das ações que estão por trás de determinadas notícias. A Folha de São Paulo deste domingo publica matéria com título: “Arquivo sigiloso da Câmara revela notas de ´fantasmas´”, que revela denúncias em relação a má prática de alguns deputados federais de, supostamente, estarem utilizando inadequadamente o uso de verbas indenizatórias por meio de notas fiscais frias.

A Folha publicou que Aécio Neves foi quem implementou, em 5 de abril de 2001, a verba indenizatória mensal. O jornal induz o leitor ao erro e não dá o direito de resposta ao suposto acusado. É importante entender em que contexto foi criada tal ação. Vale esclarecer que o Governador de Minas não inventou a roda. O mecanismo de verbas indenizatórias para parlamentares é um instrumento legal utilizado em vários parlamentos como Canadá, Inglaterra e outros.

É esclarecedor ressaltar que quando esse instrumento foi criado, estava prevista aplicação de auditorias como um dos instrumentos para o uso prático de um rigoroso controle. Aécio não tem nenhuma responsabilidade se houve mal uso de um direito. Os mecanismos de controle público estão aí para isso.  A Justiça também. Não se pode criar um instrumento e partir do princípio que haverá fraudes. Entramos no período eleitoral e já parece muito claro quem está do lado de quem.

Já que querem falar da gestão de Aécio Neves na Câmara Federal porque não citar a criação do Conselho de Ética para julgar deputados, instrumento que até então não existia. Outra iniciativa de quando era presidente da Câmara foi a implementação da Comissão de participação Popular, que permite ao cidadão reunir assinaturas e apresentar projetos de lei ao legislativo federal. Também foi no mesmo período que foi colocada em votação o fim da imunidade parlamentar para crimes comuns.

No afã de condenar Aécio o Jornal erra dizendo que ele criou a verba indenizatória, que não foi ato de uma pessoa só, no valor de R$ 15 mil reais (leia ato original da Câmara). Na verdade quando criada, o valor era de R$ 7 mil. Foi mais que dobrado, em 2004, apenas três anos depois pelo presidente João Paulo do PT (conheça ato posterior publicado pela Câmara).  Estranhamente essa informaçao não interessou à Folha que durante o dia contou, por coincidência, com a ajuda da rede de blogs do PT para atacar Aécio. Será por isso que a informação não interessou ao Jornal?

Na verdade, apesar do número de páginas dedicado ao tema, na cobertura do Jornal o assunto é retratado em apenas dois tempos na sua criação e agora.

Nem uma palavra para o meio do caminho, para a administração do PT que poderia ter cancelado a verba, poderia ter aprofundado os mecanismos de controle e transparência, mas não fez nada além de dobrar o valor dela

A Folha que prega um jornalismo isento e equilibrado dá mostras de que lado a sua balança pende. Balança esse que não tem nada a ver com a Justiça. O jornal julga, prejulga e condena sem que haja o direito de esclarecimento dos fatos. O governador de Minas não tem culpa se fizeram mau uso desse instrumento: se o paciente usa o remédio de forma errada a culpa não é  do médico.

A visão de Aécio

Fonte: Merval Pereira

Recebi do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, a seguinte mensagem, a respeito da coluna de ontem, “Passo em falso”, em que critiquei o encontro entre ele e o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial pelo PSB. Como se trata de um depoimento esclarecedor sobre seu processo decisório, num momento fundamental para a definição do candidato do PSDB, publico a íntegra da mensagem:

“Caro Merval, dizem que a política é território onde, em detrimento da verdade, prevalecem as versões. Hoje, ao ler os jornais, fiquei com o sentimento de que é também o território das interpretações, mais do que o da realidade. Estou surpreso com a repercussão do meu encontro com Ciro Gomes ontem em Minas. E por uma única razão: não há nada de novo nele.

O deputado Ciro já esteve por diversas vezes no estado. Em algumas delas estivemos juntos. Por várias ocasiões ele já reafirmou a possibilidade de retirar a sua pré-candidatura caso a minha venha a se concretizar. No entanto, em nenhuma dessas ocasiões o assunto mereceu tanta atenção.

A pressa em rotular ou tentar encontrar nesse encontro alguma motivação que pudesse contribuir para as falsas teorias conspiratórias em curso no cenário político fez com que passasse desapercebido o único fato novo ocorrido no encontro: pela primeira vez o ex-ministro vem a Minas e não faz, no estado, nenhuma crítica ao governador Serra.

É claro que isso não foi por acaso. Surpreende que ninguém tenha observado isso, que, se não tem nenhum significado específico quanto à posição de Ciro, certamente revela muito da minha.

Percebo com clareza o esforço feito por alguns no sentido de tentar fazer prevalecer sempre uma visão maniqueísta dos acontecimentos. Por essa ótica, tudo o que eu faço tem como objetivo gerar constrangimentos para o governador Serra, e tudo o que ele faz – ou não faz – tem como objetivo me criar dificuldades.

Serra prefere que a decisão do partido se dê em março? Ora, é para inviabilizar o Aécio, correm a dizer.

O Aécio se encontrou com Ciro? É só para incomodar o Serra, repetem à exaustão.

Essas análises seriam apenas uma forma empobrecida de perceber a realidade política se não terminassem por cumprir uma função: engessar os movimentos do Serra e meus de forma a perpetuar a ideia de um falso antagonismo entre nós.

O governador Serra tem inúmeras razões, todas corretas, para agir da forma que age. Também eu as tenho. Nossas iniciativas têm outras motivações. Pergunto: e se eu recebo amanhã, como já recebi inúmeras vezes, a bancada federal de algum partido? Na lógica das análises apressadas, alguém vai dizer: depois de se encontrar com Ciro, Aécio recebe a bancada do partido X para enfraquecer Serra.

E, se a minha agenda política não tiver nenhum encontro que possa ser interpretado do ponto de vista eleitoral, ainda assim alguém pode interpretar: silêncio de Aécio tem como objetivo pressionar Serra.Tanto o governador Serra como eu temos responsabilidades e não podemos agir ou deixar de agir em função de interpretações.

Não podemos ser reféns de interpretações. Você se recorda quando, há bem pouco tempo, algumas análises, apesar dos meus reiterados desmentidos, garantiam que eu ia deixar o PSDB? Análises podem se mostrar incorretas. O tempo é que diz. Mas nós, que temos responsabilidades públicas, não temos o direito de errar tão facilmente.

Continuo acreditando que o PSDB precisa ampliar o seu leque de alianças qualquer que seja o nosso candidato. E continuo achando que essas alianças devem ser buscadas no período pré eleitoral, no período eleitoral e, certamente, também após as eleições.

A experiência da aliança com o PT em torno das eleições em Belo Horizonte cumpriu um papel importante. Tanto o prefeito Pimentel quanto eu sabíamos que ela estaria necessariamente restrita ao âmbito municipal, uma vez que não há condições políticas de que ela fosse pensada de outras formas.

Digo que ela cumpriu um papel importante – e lembro que existem centenas de alianças municipais PSDB-PT Brasil afora – porque acredito que o processo político não é linear.

Por fim, reitero o que venho repetindo muito ultimamente, por mais ingênuo que possa parecer para muitos: faço política conversando. Com aliados, com possíveis aliados, com adversários. É uma forma de se identificarem espaços e caminhos para a construção de consensos e avanços, embora reconheça que, em algumas circunstâncias, não há como fugir do confronto.

Em Minas, costuma-se dizer que, em política, devem brigar as ideias, não os homens. Por isso, durante o meu governo, o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador do estado, vem recebendo deputados, senadores, governadores e ministros de todos os par tidos, inclusive da oposição. À luz do dia. Pela porta da frente”.

E-mail para esta coluna:  merval@oglobo.com.brLink

Para cadastrados no site do O Globo: http://www1.oglobodigital.com.br/flip/

Governo Aécio: empresas fazem visita técnica ao Mineirão Dezesseis empresas realizaram na tarde desta terça-feira (10) visita técnica ao Estádio Governador Magalhães Pinto, Mineirão, para conhecer as condições das obras do processo de licitação em andamento e cujas propostas serão recebidas na terça-feira (17). O mesmo compromisso foi cumprido pela manhã, por 35 empresas, no Estádio Independência.

De acordo com o diretor geral do Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop/MG), João Fleury, as visitas técnicas estão previstas na Lei Federal 8.666 e a declaração de comparecimento é documento essencial para participar do processo de licitação. A empresa que não apresentá-la é automaticamente inabilitada.

O objetivo da visita é fazer com que a empresa conheça as condições gerais para realização dos trabalhos evitando que, no futuro, possa alegar desconhecimento para justificar atrasos ou pleitear mudanças nos contratos. A empresa precisa enviar para a visita um responsável técnico, engenheiro ou arquiteto, devidamente credenciado.

O diretor geral do Deop/MG disse ainda que, a partir dessa visita, a empresa está ciente de como fará para deslocar trabalhadores, necessidade de equipamentos, colocação ou não de tapumes, entre outros critérios essenciais para as obras.

Obras

Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), por meio do Deop/MG, realizará as obras de modernização do Mineirão em três etapas, com início em fevereiro de 2010 e término previsto para dezembro de 2012, com o fechamento em junho do ano que vem. Na primeira etapa serão executados os serviços de recuperação e proteção das estruturas com intervenções para correção de imperfeições, como reforço na estrutura das bases de sustentação e cobertura do estádio. Para essa fase das obras, estão previstos investimentos de R$ 8,3 milhões.

O Independência passará por uma reforma completa oferecendo melhor infraestrutura para a realização de grandes jogos dos principais campeonatos de futebol. A capacidade de público será ampliada de 10 mil para 25 mil lugares assentados e cobertos e será construído um estacionamento com 500 vagas. Para a reforma do estádio serão investidos R$ 50 milhões, sendo R$ 20 milhões do Governo Aécio Neves e R$ 30 milhões do governo federal.

A patrulha da lama se assanha

por Lucia Hippolito

O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam.

E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.

Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.

A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.

Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.

No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.

São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo — ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.

Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.

E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.

(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu”. Quando não, “coisa dos dois” em conluio.)

Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.

A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)

Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.

Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique… E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.

Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.

Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.

É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.

Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.

Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que “estacionam” em certos blogs e sites — ou são seus titulares –, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.

Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.

No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que “quem bate perde”. Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.

Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.

Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.

A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.

A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)

Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.

Junto com a notícia veio a especulação: “já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?”

“É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?”

“É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?”

Não se sabe.

A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.

Leia o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/11/04/a-patrulha-da-lama-se-assanha-237968.asp

Armação contra Aécio, a jornalista Lúcia Hipoolito avisa: “A patrulha da lama se assanha

A estratégia de Aécio

Da Folha

FERNANDO DE BARROS E SILVA

As razões de Aécio

SÃO PAULO – Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o PMDB.

Feita a introdução, o governador de Minas por ora não só recusa a vaga de vice na chapa tucana, como deixa claro que segue disposto a submeter ao partido a alternativa de sua candidatura à Presidência. Aécio reconhece que Serra, líder nas pesquisas, é hoje o nome mais forte do PSDB, mas, a despeito disso, acredita reunir vantagens comparativas em relação ao paulista.

Primeiro, maior capacidade para dissolver a disputa plebiscitária pretendida pelo governo. Serra fatalmente acabará refém da comparação entre Lula e FHC, enquanto Aécio julga ter condições de desmontar essa armadilha, apresentando-se como o nome do pós-Lula. É preciso admitir os avanços, sobretudo na área social, mas é hora de encerrar esse ciclo político que se exauriu e dar ao país um governo mais profissional, diz Aécio. Nem Lula nem anti-Lula, eis o segredo.

O mineiro se vê, além disso, com mais condições de agregar forças políticas e atenuar a vantagem do lulismo no Nordeste, atraindo para a oposição parte da base que hoje tende a fechar com Dilma Rousseff sem convicção. PP, PTB e um pedaço do PSB de Ciro Gomes seriam sensíveis à conversa do mineiro. Embora admita ser difícil, ele acredita que teria inclusive como evitar a aliança formal entre PT e PMDB.

Ainda a seu favor, Aécio teria o estilo jeitoso, que agrada a políticos e a empresários, e a boa estampa, que ajuda a compor um personagem na TV. O excesso de aventuras na vida pessoal talvez seja seu ponto fraco numa disputa tão dura.

Aécio sabe que o jogo pende para Serra e está disposto a apoiá-lo. Será, neste caso, candidato ao Senado. Só não aceita esquentar o banco de reserva até o fim de março para eventualmente ser chamado diante da desistência do titular.

Lei mais na Folha de S. Paulo: As razões de Aécio.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211200903.htm

O governador Aécio Neves se reuniu nesta quinta-feira (29), no Palácio da Liberdade, com o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e com o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. A entidade apresentou ao governador e ao prefeito estudo detalhado sobre a infraestrutura da capital, com indicações de ações e investimentos necessários para a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014. Após o encontro, o governador relatou que Belo Horizonte e o estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) foram colocados pela FIFA como possíveis sedes da abertura, encerramento ou semifinais da Copa.

“Recebi, com muita alegria, ontem, um telefonema do presidente (da CBF) Ricardo Teixeira, me dizendo que saiu de Belo Horizonte extremamente bem impressionado com o processo que está em encaminhamento em relação ao Mineirão, e me confidenciou – e posso tornar isso público porque não pediu segredo – que o relatório da FIFA feito em cada uma das cidades-sedes, quando faz a conclusão com relação a Belo Horizonte, coloca Belo Horizonte e o Mineirão, em condições, obviamente, vencendo as etapas que estamos vencendo, de ser sede tanto da abertura da Copa do Mundo, de jogos das semifinais da Copa do Mundo, e até mesmo, da final da Copa do Mundo”, disse Aécio Neve, em entrevista.

Segundo ele, existe um consenso no Brasil para que a final da Copa de 2014 aconteça no Rio de Janeiro. “Existe um consenso nacional em relação ao grande palco do futebol mundial que é o Maracanã para que a final seja lá. Mas o relatório coloca o Mineirão numa posição excepcional e, aquilo que nós dizíamos há alguns meses e nem todos acreditavam, avança para se tornar uma possibilidade concreta: o Mineirão ser o grande palco de abertura da Copa do Mundo. Estamos com o nosso processo em dia, caminhando adequadamente”, completou.

Infraestrutura

O governador também elogiou o relatório apresentado pelo presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base sobre ações de infraestrutura em Belo Horizonte, visando a Copa de 2014. Segundo ele, as equipes do Governo de Minas e da Prefeitura de Belo Horizonte analisarão o documento e poderão incorporar algumas sugestões ao cronograma de obras já pré-estabelecido.

“A Abdib tomou a saudável iniciativa de fazer um profundo estudo, depois de um convênio com o Ministério dos Esportes, com uma análise aprofundada das necessidades de investimentos em infraestrutura, visando a Copa do Mundo. Não se fala aqui de estádios apenas, mas do ponto de vista de logística, de acesso, da rede hospitalar, da rede hoteleira, de portos e aeroportos. Recebemos esse relatório, nossas equipes vão analisá-lo com profundidade, vão obviamente incorporar algumas questões ou estabelecer algumas novas prioridades em face do que aquilo que está sendo já feito ou planejado no Estado de Minas Gerais”, disse Aécio Neves.

Aeroporto e metrô

O governador informou que na próxima semana receberá em Belo Horizonte o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, para conversar sobre a elaboração do projeto executivo de ampliação do Aeroporto InternacionalTancredo Neves, em Confins. O projeto inclui a construção de um segundo terminal de passageiros e aumento de capacidade do estacionamento do aeroporto.

“Temos lá um terminal com capacidade para 5,5 milhões de passageiros por ano. Essa capacidade já está exaurida. Estamos no seu limite e precisaremos ampliar esse terminal para até 7 milhões de passageiros. Já existe projeto para isso”, disse o governador.

Em relação ao metrô de Belo Horizonte, Aécio Neves ressaltou que várias alternativas foram apresentadas ao governo federal, com investimentos públicos e também em parceria com o setor privado.

“Já entregamos à Casa Civil há algum tempo e infelizmente não tivemos ainda o retorno que gostaríamos de ter. Várias alternativas foram apresentadas, do ponto de vista da viabilização do empreendimento, seja com investimentos públicos, seja em parceria com o setor privado, mas é preciso que haja, em relação à questão do metrô de Belo Horizonte, um posicionamento mais claro por parte do governo federal”, afirmou ao final do encontro, que também contou com a presença do secretário de Estado de Esportes e da Juventude, Gustavo Corrêa.

Governador Aécio Neves, a Fifa tem revisto conceitos em relação a determinar se o jogo vai acontecer da seleção, em 2014, naquela cidade. O Morumbi, por exemplo, está passado por um problema. O senhor já fez as contas? Se o Governo Federal não liberar o dinheiro, até qual data para metrô e Aeroporto de Confins que pode ficar inviável? Qual o temor que o senhor tem neste momento?

Olha, o que disse essa semana volto a dizer. É preciso que o Governo Federal se manifeste em relação à sua responsabilidade nesses investimentos. No ponto de vista da mobilidade urbana, aí nós incluímos a questão do metrô, os aeroportos são uma preocupação permanente do comitê central da Fifa. Tive uma reunião na semana passada, um encontro, na verdade, como o presidente Ricardo Teixeira. Ele reiterava isso, que ele tem uma preocupação ainda maior com a questão dos aeroportos. Porque no que diz respeito à responsabilidade do estado, à reforma do Mineirão, e à adaptação do Mineirão às exigências da Fifa, isso é responsabilidade que o estado cumprirá no tempo estabelecido. Não tem o menor risco que isso não ocorra. E inclusive já disse algumas vezes e quero repetir. Acho que o Mineirão será o primeiro estádio brasileiro 100% pronto, adequado às exigências da Fifa e se colocou na disposição da Fifa, até mesmo, para fazer, quem sabe, o jogo de abertura da Copa ou ter um papel importante e também, quem sabe, receber aqui o grupo do Brasil.

Portanto, o Mineirão vai fazer a sua parte, essa é a responsabilidade do estado. Hoje mesmo tenho uma reunião com o vice-governador Antonio Anastasia, que é o chefe do comitê responsável pela Copa, exatamente para fazermos uma análise pontual de cada uma das medidas, de cada um dos prazos que estaremos tendo que cumprir.

Em relação ao Governo Federal, há expectativa que o BNDES possa participar desse esforço de investimentos. Estive na semana passada com o ministro Jobim levando a ele a nossa proposta depois de um profundo estudo que fizemos com o master plan do aeroporto internacional com a parceria de uma consultoria internacional, talvez a mais qualificada para a questão de aeroportos. Entregamos para ele o projeto que passa pela ampliação do terminal atual para 7 milhões de passageiros e o início do projeto executivo para a construção do segundo terminal de mais 7 milhões de passageiros. Os dois serão absolutamente necessários à Copa de 2014. Mas essa é uma responsabilidade do Governo Federal, e é preciso que o governo apresente esse cronograma, e acredito que o fará. Certamente o governo deve ter uma estratégia nesse momento, ou montando uma estratégia que visa priorizar os investimentos nessas cidades. Estamos aguardando principalmente essas duas definições, recursos para o metrô e para a ampliação do aeroporto internacional. A parte do estado, em parceria com a Prefeitura Municipal, estaremos fazendo.

Mas Belo Horizonte corre risco?

Não. Zero de risco e repito, zero, absolutamente zero o risco de que haja algum atraso. Belo Horizonte e o Mineirão estarão se apresentando à Fifa no final de 2012, como o primeiro estádio brasileiro cumprindo as exigências e à disposição para ter um papel muito importante na Copa do Mundo.

Fecha em julho ou em dezembro o estádio?

Fecha no inicio do ano que vem. Não é uma data estabelecida ainda, mas fecha no inicio do ano que vem.

O deputado Antonio Andrade ontem disse que com o Serra não tem acordo. Essa preferência, essa aproximação sua com o PMDB é um trunfo na guerra contra o Serra?

Não tem guerra contra o Serra. Serra e eu somos companheiros. E é natural que um partido da dimensão do PSDB, que tem um projeto de Brasil como tem o PSDB, tenha alternativas. Vejo isso como algo absolutamente saudável. Agradeço a declaração do deputado Antonio Andrade no sentido de que gostaria na verdade – acho que este é um sentimento não apenas dele, é do PMDB e de outros partidos – de que Minas Gerais pudesse ter um papel mais efetivo na construção do Brasil pós 2010. Acho que eles querem, e esse sentimento é um sentimento da solidariedade mineira do que qualquer outra coisa. Vamos continuar fazendo o que fizemos até aqui, vou continuar andando, vou continuar discutindo ideias e acredito que até o final do ano estaremos prontos para uma decisão.

O governador Aécio Neves afirmou, nesta sexta-feira (11), que o Mineirão estará pronto para receber turistas e atletas que participarão da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no final de 2012. Ele disse que não haverá atraso no cronograma de obras, mas voltou a afirmar a necessidade de investimentos federais destinados à ampliação do metrô de Belo Horizonte e do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.

“É absolutamente zero o risco de que haja algum atraso. Belo Horizonte e o Mineirão estarão se apresentando à Fifa no final de 2012 como o primeiro estádio brasileiro cumprindo as exigências e à disposição para ter um papel muito importante na Copa do Mundo”, afirmou ele, em entrevista, ao participar do encerramento da Semana do Ministério Público, em Belo Horizonte.

Metrô e aeroporto

Segundo o governador, a ampliação do metrô será fundamental para garantir maior mobilidade às pessoas durante os jogos da Copa do Mundo. Ele disse também que a melhoria da infraestrutura oferecida pelos aeroportos brasileiros é uma preocupação permanente do Comitê Central da FIFA. Na semana passada, o governador entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, projeto para aumentar a capacidade de atendimento do Aeroporto Internacional Tancredo Neves.

Pelo projeto, o atual terminal que hoje recebe 5 milhões de passageiros por ano, passará a receber 7 milhões de passageiros/ano. O projeto prevê também a construção de um segundo terminal que elevaria a capacidade de atendimento para 14 milhões de passageiros/ano.

“Entregamos ao ministro Jobim o projeto que passa pela ampliação do terminal atual para 7 milhões de passageiros e o início do projeto executivo para a construção do segundo terminal de mais 7 milhões de passageiros. Os dois serão absolutamente necessários à Copa de 2014. Mas essa é uma responsabilidade do governo federal. É preciso que o governo apresente esse cronograma e acredito que o fará. Estamos aguardando principalmente essas duas definições, recursos para o metrô e para a ampliação do aeroporto internacional”, disse o governador.

De acordo com o governador, as obras de responsabilidade do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte estão garantidas.

“Acho que o Mineirão será o primeiro estádio brasileiro 100% pronto, adequado às exigências da Fifa. E se colocou à disposição da Fifa, até mesmo, para fazer o jogo de abertura da Copa ou ter um papel importante e também, quem sabe, receber aqui o grupo do Brasil. Portanto, o Mineirão vai fazer a sua parte, essa é a responsabilidade do Estado”, disse ele.

Dois importantes anúncios foram feitos sexta-feira (28) para garantir estádios que serão alternativas para os jogos de times mineiros enquanto o Mineirão estiver em reforma para a Copa 2014: as obras no estádio do Jacaré devem começar em setembro e o edital de licitação para reforma do Independência será publicado na próxima semana.

A CBR Construtura foi a empresa que apresentou menor preço, entre as 13 propostas das empresas habilitadas, para reforma do Estádio do Democrata de Sete Lagoas, a Arena do Jacaré, com um valor de R$ 8.623.002,62. O Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop/MG) anunciou o nome da empresa nesta sexta-feira (28).

Segundo informações do Deop, após a assinatura do contrato, a CBR Construtora Ltda deverá iniciar as obras imediatamente com o objetivo de deixar a Arena do Jacaré em condições de realizar os jogos que estão programados para a primeira fase do campeonato mineiro de 2010, com início previsto para janeiro. Segundo o diretor geral do Deop, João Antônio Fleury, “as obras devem estar concluídas em cerca de 120 dias, o que garantirá a realização dos jogos”, explicou.

Com a definição da proposta de menor preço, o próximo passo da comissão de licitação do Deop é publicar o resultado no Diário Oficial Minas Gerais de sábado (29). A partir da publicação, será aberto um prazo de cinco dias úteis para a publicação da homologação do resultado, provavelmente, até 10 de setembro próximo. Em seguida, será elaborado o contrato, depois haverá a assinatura e ordem de início desta obra.

Independência

João Fleury informou, também, que deve ser publicado na próxima semana o edital para contratação da empresa que irá reformar o Estádio Raimundo Sampaio – o Independência, após concessão de licença ambiental por parte do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam), nesta sexta-feira (28).

“Após a liberação do Comam, falta apenas a Caixa Econômica Federal liberar a planilha com os custos finais, o que deve acontecer no início da semana que vem. Feito isso, publicaremos o edital para licitação”, informou o diretor geral do Deop.

O objetivo das reformas é colocar o Independência em condições para sediar os jogos do Campeonato Mineiro de 2010 e 2011, enquanto o Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) estiver fechado para obras de modernização visando à realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

O custo das obras de reforma do Independência é de R$ 50 milhões, sendo R$ 20 milhões do Tesouro Estadual e o restante do governo federal.

Comitê Olímpico Brasileiro vê possibilidade em Belo Horizonte sediar jogos de futebol das Olimpíadas 2016Belo Horizonte tem chances reais de sediar jogos de futebol das Olimpíadas 2016. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (26) pelo diretor de Relações Institucionais do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Fábio Starling, durante palestra no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte. “As perspectivas que temos são reais”, afirmou o dirigente do COB, um dos responsáveis pela apresentação ao Comitê Olímpico Internacional (COI), em Lausanne, na Suíça, da candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas em 2016.

Ele lembrou que, caso a capital fluminense seja a escolhida na disputa com Chicago, Tóquio e Madri, Belo Horizonte será subsede de futebol masculino e feminino. Fáfio Starling revelou, ainda, que em 15 de setembro serão divulgados os resultados das análises procedidas pelo COI nas cidades brasileiras candidatas a sede e subsede dos jogos que incluem também São Paulo, Brasília e Salvador. “Dia 2 de outubro, será divulgado o resultado das eleições no COI para a escolha da sede”, completou o dirigente esportivo. Ele garantiu que os técnicos do COI gostaram das propostas apresentadas pelas cidades brasileiras.

Fábio Starling esteve na capital mineira para apresentar aos governos estadual e municipal, que trabalharam pela candidatura do Brasil, os resultados dos contatos mantidos na Suíça. Na sua avaliação, o COI e a Comissão de Candidatura Rio 2016 apresentaram ao COI garantias que superam as exigências da entidade olímpica internacional.

Na avaliação do secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej), Rogério Romero, a boa avaliação de Belo Horizonte é decorrente da política do Governo do Estado de gerar as condições necessárias para o recebimento de disputas internacionais de modalidades esportivas diversas. “Belo Horizonte tem a seu favor ainda, o projeto de modernização de estádios, decorrente das exigências para o sediamento de jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014”, afirmou Romero.

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